Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

2 de out. de 2010

Gerações, críticas e tudo que NÃO se deve publicar na Internet durante a adolescência.

Navegando pelo Youtube ontem me deparei com um vlog chamado "Não faz sentido". Nem lembro como cheguei lá, algo relacionado a um vídeo sobre política que eu estava acessando. Esse vlog é interessante, um cara chamado Felipe Neto.

Muito interessante, se você tiver um mínimo de senso crítico. Senso o suficiente para entender que cada pessoa tem suas opiniões e pode, se quiser, criticar quem ele quiser. Temos o direito de fazer isso, nossa brava (e desmantelada, chutada) Constituição Federal nos dá esse direito.

E aí chegamos ao ponto. São diferentes gerações, o Felipe Neto acabou de passar pela adolescência (ninguém aos 22 anos de idade tem o senso crítico totalmente formado). Se ele chegar (algum dia) a ler isso, é bem possível que, numa reflexão bem rápida ele lembre de alguma idiotice que ele fez nos últimos anos.

Não deixa, contudo, de ser algo que vale a pena ver. Eu fico feliz que gente com algum senso e opiniões fortes publique estas sem medo.

Agora, as adolescentes (crianças) que respondem aos vídeos do "não faz sentido" com respostas ridículas, comprovando a burrice, falta de senso, modismo e infantilidade (que fazem parte, entendam, da idade) vão se arrepender um dia. Acreditem, vocês vão crescer e achar ridículo tudo o que postaram no Youtube. O Felipe se salva pois é um ator.

Se não me engano, foi mo CEO do Google que recentemente disse que no futuro, toda pessoa vai querer trocar de nome, para poder deixar de lado sua "herança" registrada na Internet, e não sofrer críticas pelas comunidades ridículas que frequentou, pelas mensagens ridículas que postou, pelos emails toscos que escreveu para listas, vídeos idiotas (mais do que o normal) que postou no Youtube, etc.

E digo mais, isso é culpa dos pais (inclusive uma das adolescentes teve ajuda de quem parece ser sua mãe), que não notam isso acontecendo, acham tudo lindo. Quero ver o dia em que um empregador pesquisar o nome de seus filhos no Google e encontrar estes "rastros".

22 de set. de 2010

Modismo

O que faria um ser inteligente (ou supostamente inteligente) comprar um aparelho que ele SABE que vem com defeito? Que ele SABE que a empresa corrigiu de forma ridícula? Que ele NÃO TEM CERTEZA se não vai ter que pagar pela correção?

Se você não segue o hype mundial emcima do iPhone 4, você diria que a pessoa tem que estar louca para embarcar nessa furada. Pois o aparelho está em falta nas lojas, de tanta procura. Todos sabem que o aparelho perde sinal se segurado da forma mais comum. A Apple forneceu uma capa aos seus consumidores, mas os brasileiros não tem certeza se receberão esta capa. Uma CAPA, em um celular que custa mais de 1000 reais. Chega a ser ridículo. E talvez o brasileiro tenha que comprar a capa.

Da mesma forma, o Twitter. Certo que é um site jovem, um BUM da web como tantos anteriormente. Mas em sua curta vida, o bichinho não emplaca na tal da segurança. Nunca.

Depois que fiasco do "accept", do hacking das contas de famosos como o presidente americano, e agora, um outro adolescente conseguiu, com um Javascript, quebrar o Twitter durante horas.

Tudo modismo, e a privacidade, e falar bobagem pública pro mundo inteiro, ninguém dá bola.

É triste.

10 de ago. de 2010

Evolução

A cada dia me convenço que as pessoas são incapazes de abrir a mente. São conceitos tão profundos, ensinados ao longo das gerações, por repetição, incrustados na mente, impedindo que esta se liberte e explore novas fronteiras.

Um dos meus favoritos: o conceito de Universo. Fui várias vezes questionado como pode a ciência explicar o "início de tudo". O que existia antes? E como é difícil explicar que não havia "antes", nem "tudo" nem "nada". Que isso são conceitos humanos derivados de nossa pobre capacidade de percepção de tudo. Explicar que o "tempo", em sua linearidade inescapável, é apenas uma percepção derivada de nossa condição humana. Explicar que "tudo" e "nada" são conceitos que desenvolvemos, da mesma forma que "amor", para explicar algo que não sabemos exatamente o que é.

Da mesma forma, explicar um Deus incorpóreo, ser inconsciente, perfeito, sem os defeitos e qualidades humanos, é difícil, as pessoas querem se ver como reflexos de algo todo-poderoso e não como simples formas de carbono desenvolvidas. É muito difícil convencer as pessoas de que nossa transitoriedade não nos dá direito a imortalidade. Que se existem universos ou planos paralelos, eles são exatamente isso, paralelos, e nunca se encontram.

Da mesma forma explicar "o que somos". Somos mais uma forma de vida complexa nesse planeta imenso e ainda assim tão ínfimo perante e magnitude do Universo.

Nossos objetivos. As pessoas acham realmente que somos melhores que outras formas de vida. Nossa existência é baseada em algo muito simples: a busca constante por imortalidade. E nossa mente primitiva, nossos corpos complexos, enxergam isso como: herança genética. Se formos capazes de transmitir nossos genes, alcançamos a imortalidade. Ao menos em parte. E isso nos dirige ao longo da vida, embora muitas vezes não percebemos.

A maior recompensa do corpo é o orgasmo, que é a recompensa pela ato sexual, que tem como finalidade primordial transmitir genes, material genético. Ponto.

A busca de dinheiro, felicidade, amor, realização, nada mais é do que a possibilidade, ou capacidade, de conquistar o sexo oposto e perpetuar sua genética. Nossos corpos e mentes tem esse objetivo único MUITO claro. Ele se reflete em beleza, atração, dinheiro, e ultimamente em filhos.

Claro, evoluímos, criamos métodos contraceptivos, que nada mais são do que tentativas de enganar a natureza, conseguindo a recompensa sem a consequência natural dela. Mas ultimamente o instinto diz tudo. Quando isso falhar, vem a religião querendo dizer que não vamos morrer, apenas "desencarnar". E isso convence algumas pessoas.

Eu sou feliz, aceito minha transitoriedade e planejo minha descendência, que, se tudo der certo, vai ter a mente mais aberta, dando início a uma revolução de pensamento...