Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

31 de mai. de 2024

Tech Tip 1 - HP SmartArray P410i HBA mode

Its funny how things evolve fast in the I.T. world. Less than 15 years ago, if you wanted a fast, reliable and consistent storage, your best bet would be a server with a RAID Sata/SAS card. They were expensive and often came with expensive licenses too.


HP has its SmartArray line up, and its consistent, to this day. A few years later, software like ZFS came along and those old, specialized pieces of hardware are now only for newer generation of storage on big servers, and the industry shifted to software solutions while the craze about homelabs and local servers expands. And I'm stuck with old servers that need repurpose.

So someone donated me a HP Proliant DL380 G6, that came with a P410i SmartArray controller and 8 2.5 bays. Nifty piece of hardware, Intel Xeon (older) with some ECC memory, great networking, dual PSUs, useless iLO 2 management interface and 4 USB ports that don't boot anything bigger than 8 gigs.

So, in order to take advantage of various features, I needed access to the raw drives connected to the controller. This old controller doesn't support HBA mode officialy, but there are hacks that can turn it on. Basically you compile a program to set a nifty bit in the controller NVRAM. In order to do that, you first need to upgrade the controller driver, not an easy task, but far from "technical". I used the instructions HERE.

After upgrading and setting the HBA bit mode, you need the right kernel patch do be able to access the drives. What usually happens is: your controller is in HBA mode, but the driver that comes with the kernel (HPSA) doesn't see the drives (better yet, it sees them and explicitly hides them from the OS). Here comes the web for the rescue: https://github.com/99dimitris/hpsahba has the patch needed for direct access. You just need to symlink the right kernel version and run a script, this downloads and patches the DKMS module, and you'll get access to the drives. This wasn't easy to find, and here comes Google to the rescue again: THIS post from Proxmox foruns saved me. And now ZFS works out of the box, and this nifty server can once again "serve", either with a Proxmox, or TrueNAS install.

4 de fev. de 2024

Virar adulto

 E que ponto da vida viramos "adultos"? Com 17 anos "saí de casa" (ainda BEM sustentado pelos pais) para "viver sozinho". Falhei miseravelmente e voltei, agora com 19. Novamente na dependência completa, até os 24, quando alcancei a independência financeira. Aos 26 conheci o amor da minha vida. Nossa vida sempre foi estável, financeiramente falando.

Aos 34 anos voltei a estudar, impulsionado por um desejo de melhorar. Aos 37 me formei e aos 38 virei pai pela primeira vez. E aí a chave virou. Das minhas decisões não dependiam apenas eu e a esposa. Tinha uma menininha também, indefesa e dependente. Qual o motivo de ter demorado tanto para vir a tal da "maturidade"?

Nunca mais esqueci a chave, ou onde estacionei. Não virei mais madrugadas (com raras exceções). Comecei a investir para o futuro (embora tenha um patrimônio sólido, sem liquidez) e fazer planos para 10 anos ou mais. Me atualizei, consegui outro emprego, sempre pensando em um futuro melhor. E para completar aos 42 nasceu minha segunda filha.

Eu ainda tenho os sintomas de um TDAH não diagnosticado e controlado. Mas nada que "importa" ficou para trás mais. Não gosto de pensar em decisões do passado, pois o meu presente é lindo e qualquer mudança talvez modificasse essa situação tão boa, mas me pergunto se não poderia ter economizado tempo e ajustado para o futuro mais cedo.

Mas hoje, com a experiência de ser instrutor profissional, eu estou mais tranquilo. Sei que não adianta falar... Não adianta tentar convencer um aluno, cujos pais ou não chegaram ou nunca chegarão à estas conclusões, a ser diferente. É difícil. Somos espelhos do que vivemos até que nosso cérebro mature o suficiente, e às vezes nem isso é suficiente.

Mas há esperança. Nas minhas meninas. Elas vão ver um pai dedicado à um futuro distante, que se apropriou de conhecimento para dar à elas as oportunidades que elas puderem aproveitar, sem sacrifícios demasiados. Elas vão ler, vão planejar, talvez do jeito delas, mas estarão expostas à essa cultura de fazer mais com o hoje para aproveitar o amanhã. Vão ver uma mãe dedicada que cuida delas com excelência e um amor envolvente que nos cerca bem antes delas terem nascido. Vão ter a compania uma da outra, e a nossa presença incondicional.

É como olhar um filme muito bem produzido. Em que os principais atores são os amores da minha vida.

2 de mar. de 2023

Uma nova jornada - Educação

 Comecei uma nova jornada em janeiro de 2023. Com a ajuda de um grande amigo, consegui realizar um dos meus sonhos: ensinar. Embora esteja patinando e aprendendo, e talvez me falte experiência e enfoque em pedagogia (eu sou extremamente técnico), estou tentando e evoluindo.

Há um grande déficit na educação em nosso país, mas esse fenômeno não é exclusividade brasileira. Há uma tragédia educacional ocorrendo em nível mundial. Uma geração que não entende tecnologia está oferecendo tecnologia para seus filhos, sem controle e sem limites. Estamos diante de uma população que usa tecnologia diariamente, mas não entende e/ou não quer entender nada de tecnologia. Matemática é o inimigo, e tecnologia é completamente inacessível por detrás das telas e toques. A ciência, tecnologia, engenharia e matemática são "muito difíceis", não estão no radar da maior parte dos jovens como oportunidade de carreira.

Enquanto a geração passada se profissionalizou em outros campos e conseguiu "viver a vida" sem esse conhecimento, compram para seus filhos os aparelhos que eles não entendem, expondo-os a uma rede gigante, pouco regulada e inóspita. Uma fonte ilimitada de dopamina, viciante, composta por entretenimento inútil e facilmente acessível.

Essa nova geração usa tecnologia e tem facilidade com ela, mas ao mesmo tempo, fadigados pelo consumo de reels e shorts, acabam com tempo de atenção reduzido, dificuldade de concentração, um péssimo sono e um desempenho escolar medíocre. Culpam os professores, a "sociedade", as matérias, o mundo, por acharem tudo muito "difícil", e não conseguirem acompanhar a jornada (mas continuam "avançando", sob o pretexto de gerar estatística positiva).

Uma geração maltratada pela dificuldade da hiperinflação, desemprego e trabalho duro gerou uma geração mimada. Pessoas que a vida toda escutaram ser "especiais" e "diferentes" do resto. Agora eles aguardam pacientemente, entre o mundo de faz de conta das redes sociais e streamings, que a sociedade os recompense, como seus pais sempre fizeram, por serem tão especiais. Enquanto isso, envelhecem e descobrem da pior maneira que não são.

Querem mudar o mundo do conforto de seu quarto climatizado, e querem ser reconhecidos e recompensados por esse magnânimo esforço.

A leitura em declínio, ou maltratada por gêneros de fácil consumo, o fast-food da leitura (quando consumido, é melhor que nada), a educação científica maltratada e destruída por um sistema que beira a insanidade ao crer que ninguém pode sentir-se ofendido ou derrotado.

Há exceções, famílias onde se ensinam valores e lições, e a grande tarefa do educador parece ter saído do escopo de mostrar conhecimento, para abordar um novo desafio: encontrar os desgarrados que reconhecem suas fraquezas e querem mudar isso. E deixar o "sistema" (esse malvado) filtrar o resto. Resta esperar que esse filtro englobe mais desafios.

Enquanto persigo esse sonho de ensinar, vou acumulando experiências e erros, e reflito sobre a minha própria educação. Os erros e acertos cometidos em décadas de ensino acumuladas. É uma experiência surreal e extremamente válida, ainda mais com uma pequena "esponja" de conhecimento se tornando cada vez mais questionadora e esperta dentro de casa. Minha filha terá lições do velho e do novo.

Autoconfiança não precisa se tornar narcisismo. Coragem não se compara a burrice. Matemática é a língua do universo e ciência é a ferramenta de descobrir tudo. Atenção não é recompensa e predadores não são admiradores.

É uma tarefa difícil, uma luta diária, uma experiência única e incomparável.