Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

3 de fev. de 2009

Trident Mediguard

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My wireless router is capable of using SNMP, it is a protocol that allows the router to send information about its status in real time to a remote log server. It's very interesting, and I, as administrator, like to be aware of what's going on in my network.

A couple of days ago I noticed that there was an unusual number of packets coming from a specific range of IPs. The interval (91.189.104.0 to 91,189,111,255) belongs to a company named Trident Mediguard as reported by the whois service. But who are these people?

Trident Mediguard is a French company, created in 2002. Apparently it was founded by two young entrepreneurs. Accessing their website at http://www.tmg.eu we have more information about them. Apparently, they specialized in technologies to figth the distribution of content protected by copyright. They claim to fight illegal downloads of copyrighted material through measures against peer to peer, monitoring sites, removal of links, etc..

But how we protect the download of content in P2P networks? Everyone knows that in a P2P network, the content is not in a server, but in thousands of remote peers, interconnected and sharing content. I wonder... They avoid this by attacking machines they suspected to be downloading protected content? Am I their new target? They scan ports, and bomb the network till it overloads? Is this their idea of "protecting copyrighted content"? Do they also act as false peers, providing false content to download in order to halt the download? They claim to stop in 95% the download of protected content using a patented technology, which they say "sell to the big ones".

They even appear to have an agreement with the National Association of Phonographic Publishers to protect content for them.

I will study it a bit more. Apparently, that many connection requests can be considered an attack of "denial of service", and as many machines are doing this, it can be considered an "distributed denial of service". I wonder if that company is doing is not illegal. Can it be reported as abuse of the IP range they manage? I wonder, if they can have absolute certainty that a person is downloading protected content, and if they have the right to attack a machine that they identify.

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Meu roteador sem fio tem habilitado o SNMP, é um protocolo que permite ao roteador enviar informações sobre seu status em tempo real para um servidor de log remoto. É muito interessante, e eu, como administrador, gosto de estar por dentro do que ocorre na minha rede.

Alguns dias atrás, notei que havia um número incomum de pacotes chegando de um intervalo específico de IPs. O intervalo (91.189.104.0 até 91.189.111.255) pertence a empresa Trident Mediguard, conforme o whois. Mas quem são essas pessoas?

A Trident Mediguard é uma empresa francesa, criada em 2002. Aparentemente ela foi fundada por dois jovens empreendedores. Acessando o site deles em http://www.tmg.eu temos mais informações. Aparentemente, eles se especializaram em tecnologias de combate a distribuição de conteúdo protegido por direitos autorais. Eles clamam poder lutar contra downloads ilegais de material protegido através de medidas contra peer to peer, monitorar sites, remoção de links, etc.

Mas de que maneira proteger o download de conteúdo nas redes P2P? Todo mundo sabe que numa rede P2P, o conteúdo não está em um servidor, e sim em milhares de pontos remotos, interconectados e compartilhando conteúdo. Eu me pergunto. Eles evitam isso ATACANDO diretamente máquinas que eles suspeitem estar descarregando conteúdo protegido? Sou o novo alvo deles? Eles escaneiam portas, bombardeiam a rede e a sobrecarregam? Também agem como falsos peers, disponibilizando conteúdo falso afim de frear o download? Eles clamam poder parar em 95% o download de conteúdo protegido. Através de uma tecnologia patenteada, que eles dizem "vender para os maiores".

Ainda consta que eles tem um convênio com o Sindicato Nacional de Editores Fonográficos para proteger conteúdo para eles.

Eu vou estudar mais a fundo isso. Aparentemente, requisições desenfreadas de conexão podem ser consideradas um ataque do tipo "negação de serviço", como várias máquinas estão fazendo isso, pode ser considerado um ataque de "negação de serviço distribuída". Eu me pergunto se o que essa empresa está fazendo não é ilegal. Será que pode ser reportado como abuso do intervalo de IPs que eles administram? Me pergunto ainda, se eles podem ter CERTEZA absoluta que um indivíduo está baixando conteúdo protegido, e se eles tem o direito de atacar a máquina que eles identificam.

1 de jan. de 2009

Turismo e a consequência: Indignação

Semana passada eu estava na Argentina. Eu e minha namorada fomos com um casal de amigos para Puerto Iguazu, fazer turismo. Para quem não sabe, Puerto Iguazu faz divisa com a cidade Brasileira de Foz do Iguaçu, e Foz faz divisa com Ciudad Del Este, no Paraguai, através da Ponte da Amizade. Tanto em Puerto Iguazu como em Foz podemos visitar as famosas Cataratas do Iguaçu, e na divisa com o Paraguai temos a Usina Hidrelétrica Binacional de Itaipu, a maior em geração de energia do mundo. São duas maravilhas, uma da natureza (www.n7wn.com) e a outra, da engenharia.

Para chegar lá, resolvemos ir pela Argentina. Atravessamos a fronteira em Porto Xavier, para a cidade Argentina de San Javier, de balsa. Seguimos até Leandro N. Além e depois pegamos a Ruta 12, passando por Eldorado até chegar a Puerto Iguazu.

Ficamos hospedados em um hotel na beira da Ruta 12, de onde saímos para visitar os pontos turísticos, que em si rendem uma outra postagem. No momento, no entanto, quero comentar sobre a viagem em si. A primeira coisa que se nota na Argentina, quando praticamente se atravessa a província de Missiones de carro, como fizemos, são sem dúvida as estradas. São um asfalto espelho, chega a dar vergonha das esburacadas estradas brasileiras. Não são apenas os buracos, a sinalização na Argentina chega a ser exagerada de tão boa. Mesmo para alguém como eu que nunca tinha ido tão para o norte, parece que a estrada não reserva surpresas, de tantos sinais. Pista duplicada em subidas, acostamento regular nas estradas, nunca vi tanta polícia em uma estrada. Dá até para correr um pouco, e mesmo assim se sentir seguro, aliás, os Argentinos VOAM nas estradas (em geral). Me pergunto se a taxa de acidentes de trânsito lá é menor ou maior do que aqui, em nossas esburacadas, mal sinalizadas, cheias de radares contra excesso de velocidade, estradas.

Falando em segurança, lá há muito policiamento. Passamos por várias barreiras, na maioria, não se interessavam em parar o carro, e fomos liberados em cinco minutos na única parada.

Abastecemos o carro em Leandro Além, e lá o frentista me explicou sobre os três tipos de gasolina Argentina. Temos a "nafta" com 85%, a "nafta" com 90% (seria a nossa Supra, ou aditivada) e ainda temos um combustível superior com ainda maior taxa de octanagem. O frentista aconselhou não abastecer com esta, visto que nosso carro brasileiro poderia ter problemas com ela. A nafra superior argentina rende um bocado, de alta pureza, fornece mais potência. Além disso, com o equivalente a 80 reais, daá para encher o tanque. Alguem lembra de nossa diluída, cheia de metanol, caríssima gasolina?

Se fôssemos fazer o mesmo trajeto para chegar na cidade brasileira de Foz do Iguaçu por dentro do Brasil, levaríamos mais de 5 horas de muitos buracos, entraves, falta de sinalização e radares.

Outra coisa que me chamou a atenção enquanto tomava uma cerveja Argentina (muito melhor que a Brasileira, por sinal) foi a conversa de dois brasileiros que moram na Argentina, na região fronteriça. Um deles comentava que tinha um caminhão carregado, parado em Oberá pois os trabalhadores estavam em greve, descontentes com a Presidenta. Comenta ainda, zombeteiro, que na Argentina um marido traído se sente mal e vai "queimar pneu na esquina" para protestar. Este simples fato revela muito sobre a natureza de ambos os países.

Então ontem, almoçando com minha namorada em um restaurante, escuto a notícia que o processo (privatizado) para habilitar-se a dirigir um veículo no Brasil vai ficar ainda mais caro. Um aumento enorme, chegando aos 30%. Eu imagino quantos "pneus seriam queimados" na Argentina se um disparate como esse acontecesse. Imagino quanto tempo o governo aguentaria uma população indignada e revoltada contra uma atitude absurda como essa. Imagino se essa loucura, que não se deram o trabalho nem de mascarar, com certeza voltada a aumentar os LUCROS dessa MÁFIA das auto-escolas, duraria muito tempo.

Enquanto aguentamos o fardo de uma das maiores cargas tributárias do mundo, não dispomos de educação, saúde nem segurança, zombamos de nossos indignados vizinhos que exigem seus direitos nas ruas, como a geração cara pintada vez, e eu nunca mais tive o prazer de ver acontecer.

CLARO que não é uma utopia, a Argentina não é perfeita, longe disso, mas me pergunto se ela não está mais avançada no processo de evolução que os países sofrem ao longo do tempo do que o Brasil. Também deixo claro que AMO meu país, e exatamente por isso me deixa triste ver que nossa extensa costa, recursos naturais, extensão gigantesca e abundância geral estão cercados por má administração e corrupção no mais altos escalões. E enquanto expresso minha opinião, tantos vivem o "rouba mas faz" ou o "ah, não é comigo".

Enquanto espero que nossa geração (geral, mundial) limpe nosso planeta, acabo me desesperando com a visão de nossa geração (nacional, brasileira) parecendo decair e perpetuando a corrupção e a política do "termina em pizza"... Enquanto isso, engessam, empobrecem e amedontram a polícia, nossos guardiões, para garantir direitos a ladrões. Enquanto o ladrão da padaria vai para o presídio algemado, o colarinho branco não pode ser algemado e cumpre "cárcere privado". Nossos mais altos tribunais PUNEM juízes honestos e linhas dura que resolvem PRENDER um vagabundo ladrão que possui amigos influentes.

Enfim, indignado, desejo um Feliz 2009, inspirado pelo Bono Vox, afirmando:

Nada muda no ano novo.

19 de nov. de 2008

Pendrives falsos

O assunto não é novidade. Desde que descobriram que se poderia facilmente adulterar o software interno de um chip de memória flash para reportar um tamanho maior do que o real (físico) do mesmo chip, existe esse golpe.

Então seu lindo pendrive, que deveria poder armazenar uma quantidade absurda de informação pode não ser o que parece. Relatos indicam que pendrives de 512MB estão sendo vendidos como se fossem de 2, 4, 8 ou 16GB. Como qualquer pessoa próxima da tecnologia, eventualmente alguém próximo a mim acabou caindo no golpe.







O golpe é bem articulado, mesmo que você "teste" o pendrive, provavelmente só vai se dar conta quando alguns arquivos surgirem corrompidos, desaparecerem ou ficarem inacessíveis. Com pendrives maiores, é praticamente impossível testar a capacidade deles, por falta de tempo, ou mesmo paciência.

Claro que se você compra uma marca famosa, com logo holográfico, por um preço razoável, em uma loja famosa ou mesmo em sites de compras online nem tão famosos (o ebay é o maior nicho destas falsificações) mas com o cuidado de pesquisar a capacidade, modelo, embalagem, tudo no site oficial do fabricante, você não corre tantos riscos.

Tudo que sei é que este modelo específico está aí para ser EVITADO. Ao contrário dos seus "16G" impresso na carcaça, este encerra apenas 4GB (o que é uma sorte, considerando que poderia ter apenas 512MB). O teste não poderia ser mais simples, um script que copia imagens de 10MB (um arquivo BMP) sequencialmente no drive, até que seja observado um erro, ou até que a memória se esgote. Testa-se todas as imagens válidas. Se parar nos 190, dois gigas, se parar nos 390, 4 gigas, e assim por diante.

O script é esse (é um bat), a imagem pode ser criada usando sua própria tela com o print screen do windows colado no paint:


cls
@ECHO OFF
ECHO. ********************
ECHO. Fake USB Drive Check
ECHO. ********************
ECHO. Test File duplicator
ECHO. ********************
ECHO.
PAUSE
SET var=1
:LOOP
ECHO Creating file No."%var%"
set /a var=%var%+1
COPY z:\test.bmp z:\test"%var%".bmp
GOTO LOOP


Depois de saber que com certeza seu pendrive é adulterado, resta apenas tentar corrigir a firmware para que ela reporte a capacidade real e você possa ao menos usar o pendrive sem correr o risco de perder dados.

Existem MILHARES de programas para isso. A maioria funciona com pendrives específicos, com marcas de chip e memória específicas internas. No meu caso, usei o chipgenius (basta procurar no 4shared) para identificar o chip. E neste local tem várias ferramentas para estes chips. Testei todos, apenas um funcionou (ao menos funcionou).

Fica o alerta. O barato pode sair caro... Talvez não em dinheiro, mas em indignação, e tempo consertando...