Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

9 de nov. de 2010

The sun always shine on TV

Eu não assisto televisão em casa. Quando digo televisão, me refiro na verdade a programação aberta que chega a 99% do Brasil através de sinais de satélite (antena parabólica) ou ondas de rádio.

Assistir TV por assinatura paga se os canais Discovery, NG, e outros estiverem no pacote, mas é muito limitado.

Em casa, nunca usei a TV para esse conteúdo. Nela tenho ligado meu HTPC e Wii, e só. Pelo menos eu escolho o que vou ver.

Cada vez que sou obrigado a olhar uma novela, por exemplo, ou BBB (ou qualquer desses realities ridículos) sinto que fico mais burro. Parece que a falta de crítica, julgamento ou mesmo o "entreter por menosprezar" me afetam diretamente. O Zorra Total me deixa pasmo. Cada vez que olho TV na casa da sogra ou no restaurante, penso que aquela programação é destinada exclusivamente a emburrecer as pessoas, eliminando qualquer julgamento crítico.

2 de out. de 2010

Gerações, críticas e tudo que NÃO se deve publicar na Internet durante a adolescência.

Navegando pelo Youtube ontem me deparei com um vlog chamado "Não faz sentido". Nem lembro como cheguei lá, algo relacionado a um vídeo sobre política que eu estava acessando. Esse vlog é interessante, um cara chamado Felipe Neto.

Muito interessante, se você tiver um mínimo de senso crítico. Senso o suficiente para entender que cada pessoa tem suas opiniões e pode, se quiser, criticar quem ele quiser. Temos o direito de fazer isso, nossa brava (e desmantelada, chutada) Constituição Federal nos dá esse direito.

E aí chegamos ao ponto. São diferentes gerações, o Felipe Neto acabou de passar pela adolescência (ninguém aos 22 anos de idade tem o senso crítico totalmente formado). Se ele chegar (algum dia) a ler isso, é bem possível que, numa reflexão bem rápida ele lembre de alguma idiotice que ele fez nos últimos anos.

Não deixa, contudo, de ser algo que vale a pena ver. Eu fico feliz que gente com algum senso e opiniões fortes publique estas sem medo.

Agora, as adolescentes (crianças) que respondem aos vídeos do "não faz sentido" com respostas ridículas, comprovando a burrice, falta de senso, modismo e infantilidade (que fazem parte, entendam, da idade) vão se arrepender um dia. Acreditem, vocês vão crescer e achar ridículo tudo o que postaram no Youtube. O Felipe se salva pois é um ator.

Se não me engano, foi mo CEO do Google que recentemente disse que no futuro, toda pessoa vai querer trocar de nome, para poder deixar de lado sua "herança" registrada na Internet, e não sofrer críticas pelas comunidades ridículas que frequentou, pelas mensagens ridículas que postou, pelos emails toscos que escreveu para listas, vídeos idiotas (mais do que o normal) que postou no Youtube, etc.

E digo mais, isso é culpa dos pais (inclusive uma das adolescentes teve ajuda de quem parece ser sua mãe), que não notam isso acontecendo, acham tudo lindo. Quero ver o dia em que um empregador pesquisar o nome de seus filhos no Google e encontrar estes "rastros".

22 de set. de 2010

Modismo

O que faria um ser inteligente (ou supostamente inteligente) comprar um aparelho que ele SABE que vem com defeito? Que ele SABE que a empresa corrigiu de forma ridícula? Que ele NÃO TEM CERTEZA se não vai ter que pagar pela correção?

Se você não segue o hype mundial emcima do iPhone 4, você diria que a pessoa tem que estar louca para embarcar nessa furada. Pois o aparelho está em falta nas lojas, de tanta procura. Todos sabem que o aparelho perde sinal se segurado da forma mais comum. A Apple forneceu uma capa aos seus consumidores, mas os brasileiros não tem certeza se receberão esta capa. Uma CAPA, em um celular que custa mais de 1000 reais. Chega a ser ridículo. E talvez o brasileiro tenha que comprar a capa.

Da mesma forma, o Twitter. Certo que é um site jovem, um BUM da web como tantos anteriormente. Mas em sua curta vida, o bichinho não emplaca na tal da segurança. Nunca.

Depois que fiasco do "accept", do hacking das contas de famosos como o presidente americano, e agora, um outro adolescente conseguiu, com um Javascript, quebrar o Twitter durante horas.

Tudo modismo, e a privacidade, e falar bobagem pública pro mundo inteiro, ninguém dá bola.

É triste.