Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

1 de fev. de 2016

Óculos

Eu uso óculos de grau. É muito chato, sou descuidado com as lentes e estas acabam sempre riscadas e detonadas, até a armação sofre com amassados e acidentes. Se pudesse, não usaria óculos de grau, mas óculos de sol, esse sim é uma necessidade. Meus olhos são sensíveis a luz, eu fecho meus olhos diante de brilhos fortes. Minha sala no trabalho tem iluminação direcionada, por ter sido utilizada anteriormente por uma agência bancária, sendo assim, desligo as luzes diretamente acima de mim. Em casa, passo a maior parte do tempo no escuro, eu gosto assim.


Óculos de sol vem em todas as formas, cores e preços, mas sempre prezo por óculos de boa qualidade, para evitar danos aos olhos. Investi sempre muito dinheiro, e já penei por ter perdido um óculos caro, ter quebrado um novinho ou ter riscado ele.

Um dia, conversando com um grande amigo que trabalha com agricultura, pergunto sobre proteção ocular, e ele me fala sobre os seus óculos. Inclusive me empresta eles. Depois de anos, aprendi a verificar as lentes, e a lente era excelente. O corpo, praticamente uma peça só de policarbonato com anti-risco. O óculos é considerado um Equipamento de Proteção Individual (EPI), portanto tem classificação conforme a ABNT, também tem filtro UVA e UVB (essencial) e bloqueia 84% de transmissão de luz. O único porém é a visualização lateral, que esbarra no desnível criado para o encaixe do nariz, e distorce a imagem nos cantos internos das lentes. Nada que desfaça o produto, mas detalhe ausente em outros óculos. Um encaixe confortável e firme.

Eu pratico corrida, me considero uma pessoa ativa, esse modelo ficou muito bom para a prática de esportes. Agora, o susto veio quando perguntei o preço. Lembrando, essse óculos é um EPI, construído para tomar porrada, e ser substituído. O preço médio dele é R$ 15,00. Uma média de 20x mais barato que o modelo que uso.

Comprei dois para testar, ótimo óculos, continuo comprando eles quando perco ou estrago um.

Aí me pergunto, será que esses outros óculos valem todo esse dinheiro?

Aí pesquisando sobre o óculos, a empresa fabrica muitos outros modelos, destinados a proteção industrial e prática de esportes, inclusive para lentes corretivas, máscara de rosto (para paintball ou airsoft) e outros modelos mais esportivos. Todos com certificação ABNT e proteção UVA e UVB.

www.supersafety.com.br

Fica a dica!

22 de jan. de 2016

Infraestrutura

As pessoas que me conhecem no trabalho imaginam minha casa como é minha sala do serviço. Uma "bagunça organizada" com fios, placas, conversores, adaptadores e MUITOS computadores, notebooks, impressoras, estabilizadores, réguas e equipamentos de rede em geral. Elas também pensam que devo gastar muito dinheiro com eletrônicos e gadgets.


No entanto, em casa eu tenho o setup mais simples possível. E constantemente penso em simplificá-lo mais ainda.

Eu tenho uma TV LG de 42 polegadas, 3D (pelo refresh rate), adquirida a 1 ano, que substituiu a minha velha Samsung 32 de guerra (que tem seus 6 anos de uso). Essa é a única tela independente que tenho em casa. Minhas TVs nunca são caras, pois o critério de escolha sempre é o mesmo: tipo de tela, resolução máxima e taxa de atualização. Não me importa se ela é smart, tem wifi, subwoofer ou outras firulas. Esses painéis acabam sendo muito mais baratos.

A tela equipa meu HTPC, único desktop que possuo, que vai completar 6 anos em abril. É um Core i5 661 (sim, um Clarkdale) com 8GB de RAM, 120GB em um SSD Kingston v300 em uma Intel DH55TC. A RAM original de 4GB foi dobrada 1 ano e 9 meses atrás, dois meses depois desse upgrade substituí o HD interno por um SSD. Nesse micro tenho ainda ligados mais 4 discos e um gravador de DVD, totalizando 2.8 TB de armazenamento com vários backups. Ele fica obviamente na sala, e merece atenção redobrada com acústica, desempenho térmico e limpeza.

Ligado ao HTPC eu tenho um conjunto Creative Soundblaster 5.1 amplificado ligado via canais analógicos direto. Um cabo HDMI joga o vídeo para a TV. O HTPC também está equipado com dongles BT, WiFi (recentemente desativado, voltei a usar ethernet), teclado (um Logitech Dinovo Edge), o LightPack (retroiluminador da TV) e um sintonizador de TV digital com antena.

Temos dois smartphones: o meu Moto X Play de 32GB recentemente adquirido (black friday 2015) e o velho e bom Moto G primeira geração da esposa. Tenho um tablet pouquíssimo usado (velho e bom Samsung GalaxyTab 2 7 polegadas).

Temos dois notebooks, o meu para uso na faculdade (um Core i3 da Qbex, com HD de 500GB e SSD de 32GB usando Intel Rapid Storage), e o velho Positivo Core i3 da esposa, que ano passado ganhou como upgrade um HD híbrido Seagate Momentus XT de 500GB com cache de 8GB. Como podem ver, eu não compro equipamentos caros, a não ser que eu veja um custo x benefício fenomenal neles (caso do Dinovo Edge) ou consiga comprar usado com ótimo preço (caso do conjunto SoundBlaster). Depois que a Intel entrou no mercado com seus SoCs completos, tudo melhorou, é difícil comprar gato por lebre e portanto as marcas de entrada se tornam boas opções. Problemas de hardware são raros, senão inexistentes, e o software eu conserto.

Tenho uma impressora multifuncional HP 2436 Wifi, por causa da faculdade, e porque scanner é uma maravilha, via rede então, show de bola. Outro equipamento eletrônico (pode ser visto como parte do inventário) são as câmeras. Uma Sony Cybershot antiga, e uma Canon SX-510 HS superzoom compacta. vários fones de ouvido (4, 1 deles BT, 3 com fio, 1 intra-auricular) e uma Aquarius Aqua (caixa de som BT a prova dágua). Vários pendrives e cartões de memória (esses sim são variados).

A Infraestrutura de rede é sustentada por um modem podrinho TP-Link (poderia ser qualquer outro, assim que chegam eu desabilito qualquer serviço neles, coloco-os em uma subrede separada e destivo todas as opções de roteamento e administração remota (DNS, DHCP, NTP, Firewall). O roteador é um WRT54G-TM, da Linksys. Ótimo aparelho, comprado em 2010 para substituir meu WRT54GL. Confiram as diferenças na Wikipedia. Novamente, esse aparelho mereceu desembolsar uma grana, mas vale cada centavo (equivaleria hoje a R$ 400,00).

Todos esses equipamentos (tirando o tablet, que está em desuso) são usados praticamente diariamente (talvez meu notebook esteja meio "esquecido", motivo: férias). Além disso trabalham em sincronia e conectados, e não me dão dor de cabeça (é só ver a idade de alguns deles).

Então esse é, resumidamente, todo o inventário dos eletrônicos lá em casa. Como podem ver, não é nada de outro mundo, aposto que muitas pessoas que não trabalham na área tem muito mais equipamentos.

10 de dez. de 2015

O poder da Internet

Eu costumava pensar na Internet como um amontoado de informações dispersas, dependendo de um humano acostumado a interagir com esse "palheiro" para achar a "agulha". Mas depois de ter testemunhado o poder da Internet, não penso mais assim.

As novas gerações aprenderam a indexar, a separar, filtrar informação. Aprenderam isso muito melhor do que produzir, atestar, criticar, modificar ou duvidar dela, infelizmente, mas já é um progresso. Quem sabe usar o Google hoje, com 10s passa de um ignorante para um especialista.

Eu estou cursando Sistemas para Internet, um curso superior voltado a web, mas que engloba vários conceitos universais da computação, incluindo arquitetura de computadores e linguagens de programação. É nesse tipo de matéria que se percebe a natureza real do curso e a dificuldade inerente ao ser humano, de cérebro plástico e adaptável, a pensar de forma algorítmica. São essas as matérias "difíceis". Eu, com meus anos de programação, embora nunca tenha me formado ou tido sucesso acadêmico na área, vou muito bem, por já ter me acostumado com o ritmo e lógica da programação. É um "clique" mental, quando você passa a pensar como um programador, e isso vem apenas de treino e esforço.

Mas voltando ao assunto, um dos professores, da matéria Algoritmos, passou como trabalho um programa de cálculo de intervalo de tempo entre duas datas. O problema: não poderiam ser usadas funções de data, objetos que manipulam datas, nada. Teria de ser na mão mesmo.

Eu trabalho de forma estranha, tenho a inspiração muito vaga, então aproveito quando esta aparece. Tenho portanto, baseado quase toda a minha produção na web, para ter acesso a esta quando quiser, desde que exista rede (convenhamos, se estiver sem rede, não vou estar no computador). Então utilizei uma IDE online Java para fazer o programa e manter o código na "nuvem". Quando colegas pediram auxílio, passei desinteressadamente a URL do código, que ia sendo modificado por mim.

Qual não foi minha surpresa, ao dar uma olhada no código de outros colegas, e ver os meus nomes de variáveis, meus comentários, até a lógica, a forma de pensar e colocar isso em forma de algoritmo. Foi muito divertido. Acontece que um dos colegas colocou o meu código em um fórum. E "daí para o mundo" em pesquisa do Google outros colegas localizaram este código. Eu mesmo em uma simples pesquisa: primeiro link.

Eu não tinha atualizado a versão beta do código, e ele tinha alguns bugs. Agora, infelizmente para o professor, o "desafio" dele está com a solução, completa e pronta (e bem fácil de entender) postada na Internet, para o mundo (inclusive postei ele como público agora). O problema despareceu, e terá que ser substituído por outro.

Eu particularmente gostei do desafio. Me senti vitorioso por tê-lo superado após anos sem prática em programação. Mas o que realmente me chamou a atenção foi o "universo" da Internet interagindo de forma tão próxima com a realidade fechada de uma sala com 20 alunos. É realmente incrível, e demonstra uma nova época!