Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

18 de fev. de 2016

Modem e a Internet

Em minha casa uso como provedor a Oi (antiga Brasil Telecom), através da ADSL, com uma conexão de 15mbps que funciona bem a maior parte do tempo. Tenho certas vantagens, sempre morei perto da central telefônica e peguei um pacote por um preço muito bom. Assim, eu resisto a trocar pela Internet via fibra ótica e mantenho meu número de telefone comprado via venda casada quando eu ainda era burro o suficiente para cair nesse tipo de golpe.


A ADSL tem vários problemas, alguns não me afetam (distância da central, qualidade da linha) e outros sim (hardware necessário).

No caso, meu maior problema sempre foi o modem. No início, a própria provedora do serviço te fornecia um modem roteador, uma porcaria que mal aguentava duas máquinas conectadas e que tinha vários problemas de configuração padrão, com uma interface web muito ruim. Depois, vieram os 2em1 modem-roteador, que são uma falha dupla, colocaram mais funções em um hardware que mal conseguia fazer o básico antes. Até hoje tem gente que resolve parcialmente o problema separando o modem e o roteador, mas não configura o modem para agir apenas como modem, resultando em performance perdida e vários outros problemas.

Eu tenho tudo configurado corretamente. Tenho um modem separado, configurado em modo bridge, com os circuitos virtuais desnecessários desativados, com NAT, firewall e outros serviços desabilitados, com acessos remotos bloqueados e que basicamente faz o que um MoDem deve fazer (modular e demodular o sinal). Tenho também um roteador BOM, que na época foi caro, e hoje aguenta o tranco apesar de acumular anos. Também o configurei muito bem, ele roteia o tráfego diretamente ao modem para que possa acessar o modem, mas tudo em uma VLAN separada, sendo assim não me preocupo com broadcasts chegando ao modem sem necessidade.

O meu problema é o modem. Hardware porcaria. Nunca achei um que pudesse chamar de "bom". Todos tem vários defeitos. A maioria não tem arrefecimento passivo suficiente, portanto esquentam prá caramba, deteriorando as partes internas e eventualmente falhando. Eles também possuem fontes de alimentação muito porcarias, que na maioria das vezes são fracas e sujeitas a falhas. Fora eles agregarem muitas ferramentas inúteis e que o hardware não é capaz de aguentar se demandado com frequência. Alia-se a esses problemas o fato que as linhas ADSL em geral sofrem de problemas crônicos com perda de pacotes e erros de CRC, que aumentam conforme o tempo ligado do modem aumenta, muito provavelmente por falta de memória interna e de circuitos de prevenção e controle de erro.

Então cheguei a ter que trocar de modem duas vezes ao ano. E me irritei.

Abri o modem, e localizei os capacitores estufados responsáveis pelo péssimo funcionamento. Troquei eles. Usei uma faca aquecida para cortar um pedaço da parte superior da carcaça, onde prendi um cooler de computador de 80mm de perfil baixo, provido de um controle de velocidade, liguei isso a placa do modem, em uma via com 9v.

Isso ajudou imensamente, mas ainda há o problema dos erros de CRC, que só são resolvidos quando o modem é reiniciado, cheguei a conclusão que a única maneira de resolver era periodicamente reiniciar o modem. Para isso, utilizo a interface de linha de comando (CLI) dele, que é acessada via telnet, e um software fantástico chamado TST (Telnet Scripting Tool). Ele permite fazer scripts com comandos telnet. Assim, toda madrugada, o script acessa o modem e gera um relatório de erros da linha, e depois reinicia o modem.

Nos testes tudo funcionou perfeitamente, agora só espero que isso resolva meus problemas e eu pare de perder a paciência com o bendito modem.

1 de fev. de 2016

Óculos

Eu uso óculos de grau. É muito chato, sou descuidado com as lentes e estas acabam sempre riscadas e detonadas, até a armação sofre com amassados e acidentes. Se pudesse, não usaria óculos de grau, mas óculos de sol, esse sim é uma necessidade. Meus olhos são sensíveis a luz, eu fecho meus olhos diante de brilhos fortes. Minha sala no trabalho tem iluminação direcionada, por ter sido utilizada anteriormente por uma agência bancária, sendo assim, desligo as luzes diretamente acima de mim. Em casa, passo a maior parte do tempo no escuro, eu gosto assim.


Óculos de sol vem em todas as formas, cores e preços, mas sempre prezo por óculos de boa qualidade, para evitar danos aos olhos. Investi sempre muito dinheiro, e já penei por ter perdido um óculos caro, ter quebrado um novinho ou ter riscado ele.

Um dia, conversando com um grande amigo que trabalha com agricultura, pergunto sobre proteção ocular, e ele me fala sobre os seus óculos. Inclusive me empresta eles. Depois de anos, aprendi a verificar as lentes, e a lente era excelente. O corpo, praticamente uma peça só de policarbonato com anti-risco. O óculos é considerado um Equipamento de Proteção Individual (EPI), portanto tem classificação conforme a ABNT, também tem filtro UVA e UVB (essencial) e bloqueia 84% de transmissão de luz. O único porém é a visualização lateral, que esbarra no desnível criado para o encaixe do nariz, e distorce a imagem nos cantos internos das lentes. Nada que desfaça o produto, mas detalhe ausente em outros óculos. Um encaixe confortável e firme.

Eu pratico corrida, me considero uma pessoa ativa, esse modelo ficou muito bom para a prática de esportes. Agora, o susto veio quando perguntei o preço. Lembrando, essse óculos é um EPI, construído para tomar porrada, e ser substituído. O preço médio dele é R$ 15,00. Uma média de 20x mais barato que o modelo que uso.

Comprei dois para testar, ótimo óculos, continuo comprando eles quando perco ou estrago um.

Aí me pergunto, será que esses outros óculos valem todo esse dinheiro?

Aí pesquisando sobre o óculos, a empresa fabrica muitos outros modelos, destinados a proteção industrial e prática de esportes, inclusive para lentes corretivas, máscara de rosto (para paintball ou airsoft) e outros modelos mais esportivos. Todos com certificação ABNT e proteção UVA e UVB.

www.supersafety.com.br

Fica a dica!

22 de jan. de 2016

Infraestrutura

As pessoas que me conhecem no trabalho imaginam minha casa como é minha sala do serviço. Uma "bagunça organizada" com fios, placas, conversores, adaptadores e MUITOS computadores, notebooks, impressoras, estabilizadores, réguas e equipamentos de rede em geral. Elas também pensam que devo gastar muito dinheiro com eletrônicos e gadgets.


No entanto, em casa eu tenho o setup mais simples possível. E constantemente penso em simplificá-lo mais ainda.

Eu tenho uma TV LG de 42 polegadas, 3D (pelo refresh rate), adquirida a 1 ano, que substituiu a minha velha Samsung 32 de guerra (que tem seus 6 anos de uso). Essa é a única tela independente que tenho em casa. Minhas TVs nunca são caras, pois o critério de escolha sempre é o mesmo: tipo de tela, resolução máxima e taxa de atualização. Não me importa se ela é smart, tem wifi, subwoofer ou outras firulas. Esses painéis acabam sendo muito mais baratos.

A tela equipa meu HTPC, único desktop que possuo, que vai completar 6 anos em abril. É um Core i5 661 (sim, um Clarkdale) com 8GB de RAM, 120GB em um SSD Kingston v300 em uma Intel DH55TC. A RAM original de 4GB foi dobrada 1 ano e 9 meses atrás, dois meses depois desse upgrade substituí o HD interno por um SSD. Nesse micro tenho ainda ligados mais 4 discos e um gravador de DVD, totalizando 2.8 TB de armazenamento com vários backups. Ele fica obviamente na sala, e merece atenção redobrada com acústica, desempenho térmico e limpeza.

Ligado ao HTPC eu tenho um conjunto Creative Soundblaster 5.1 amplificado ligado via canais analógicos direto. Um cabo HDMI joga o vídeo para a TV. O HTPC também está equipado com dongles BT, WiFi (recentemente desativado, voltei a usar ethernet), teclado (um Logitech Dinovo Edge), o LightPack (retroiluminador da TV) e um sintonizador de TV digital com antena.

Temos dois smartphones: o meu Moto X Play de 32GB recentemente adquirido (black friday 2015) e o velho e bom Moto G primeira geração da esposa. Tenho um tablet pouquíssimo usado (velho e bom Samsung GalaxyTab 2 7 polegadas).

Temos dois notebooks, o meu para uso na faculdade (um Core i3 da Qbex, com HD de 500GB e SSD de 32GB usando Intel Rapid Storage), e o velho Positivo Core i3 da esposa, que ano passado ganhou como upgrade um HD híbrido Seagate Momentus XT de 500GB com cache de 8GB. Como podem ver, eu não compro equipamentos caros, a não ser que eu veja um custo x benefício fenomenal neles (caso do Dinovo Edge) ou consiga comprar usado com ótimo preço (caso do conjunto SoundBlaster). Depois que a Intel entrou no mercado com seus SoCs completos, tudo melhorou, é difícil comprar gato por lebre e portanto as marcas de entrada se tornam boas opções. Problemas de hardware são raros, senão inexistentes, e o software eu conserto.

Tenho uma impressora multifuncional HP 2436 Wifi, por causa da faculdade, e porque scanner é uma maravilha, via rede então, show de bola. Outro equipamento eletrônico (pode ser visto como parte do inventário) são as câmeras. Uma Sony Cybershot antiga, e uma Canon SX-510 HS superzoom compacta. vários fones de ouvido (4, 1 deles BT, 3 com fio, 1 intra-auricular) e uma Aquarius Aqua (caixa de som BT a prova dágua). Vários pendrives e cartões de memória (esses sim são variados).

A Infraestrutura de rede é sustentada por um modem podrinho TP-Link (poderia ser qualquer outro, assim que chegam eu desabilito qualquer serviço neles, coloco-os em uma subrede separada e destivo todas as opções de roteamento e administração remota (DNS, DHCP, NTP, Firewall). O roteador é um WRT54G-TM, da Linksys. Ótimo aparelho, comprado em 2010 para substituir meu WRT54GL. Confiram as diferenças na Wikipedia. Novamente, esse aparelho mereceu desembolsar uma grana, mas vale cada centavo (equivaleria hoje a R$ 400,00).

Todos esses equipamentos (tirando o tablet, que está em desuso) são usados praticamente diariamente (talvez meu notebook esteja meio "esquecido", motivo: férias). Além disso trabalham em sincronia e conectados, e não me dão dor de cabeça (é só ver a idade de alguns deles).

Então esse é, resumidamente, todo o inventário dos eletrônicos lá em casa. Como podem ver, não é nada de outro mundo, aposto que muitas pessoas que não trabalham na área tem muito mais equipamentos.