Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

18 de set. de 2025

Envelhecer

 Hoje estava escutando a música Buried Alive do Avenged Sevenfold (sim, quem diria, eu gosto de heavy metal, mas essa é quase uma balada).

Fantástico como algumas músicas nos remetem ao momento atual da vida adulta. Estou no "meio" do caminho (espero). Muitos anos se passaram, inclusive destes posts. Eu posto (sem regularidade nenhuma) desde 2005. São 20 anos. Isso é muito tempo. Tempo em que minha vida mudou tanto que não me considero a mesma pessoa que escrevia estas linhas duas décadas atrás. "Muito mudado desde a última vez".

Às vezes me sinto "enterrado vivo" - a responsabilidade da vida real, minhas filhas, esposa, carreira e o investimento em uma vida melhor para todos nós é um fardo fantástico. Mas o custo é tão pequeno perto do benefício. Minhas lindas meninas, felizes, crescendo. Minha linda esposa, sempre ao meu lado, completa meu mundo. Ela me conhece tão bem que chega a assustar.

No meio de uma viagem, comentei com ela sobre uma pergunta de um repórter à uma entrevistada (CEO de uma empresa) e ele perguntou: "você tem 30s para dizer algo para você mesma aos 18 anos, o que você diria?". E ela adivinhou exatamente o que eu diria: nada. O efeito borboleta que poderia me impedir de estar, agora, onde estou, com quem estou, é assustador. Eu não diria nada.

E agora, sentado no escritório, tentando pela terceira vez terminar este post (e com mais rascunhos de meses atrás) eu me considero sortudo, talvez abençoado, talvez esforçado, certamente feliz. A felicidade de saber que a soma de tudo é MUITO mais positiva do que negativa.

26 de mar. de 2025

Já verificou o wearout do seu SSD hoje?

A modernidade nos levou à uma sociedade conectada em que a tecnologia cada vez mais faz parte do cotidiano. Apesar disso, cada vez menos pessoas entendem de fato de tecnologia. Os cursos específicos esvaziam-se, ligados à STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics), se provam muito difíceis para uma geração acostumada à satisfação imediata e recompensas fúteis, sem esforço. Paradoxalmente, muitas destas comodidades vem diretamente da tecnologia que eles usam, mas não entendem.


Então, nos primórdios havia os HDDs, spinning rust, discos de metal magnetizado acumulando informação. Um pináculo para a época, hoje continuam mais baratos e acessíveis e ainda muito usados para dados de pouco acesso (backups de longo termo, por exemplo) e/ou auxiliados por tecnologias de armazenamento mais novas, mais rápidas.

E então vieram os SSDs (Discos de Estado Sólido). Memórias em chips de silício, sem partes móveis, mais silenciosos, energeticamente eficientes e principalmente, rápidos. Muito rápidos. Em média de 4 a 5 vezes mais rápidos que os HDDs. E se tornaram o padrão. Primeiro usando o protocolo dos HDDs (SATA) e um fator de forma também compartilhado com os HDDs de notebook, de design mais fino, mais eficientes. Posteriormente veio o padrão NVME. Agora os discos se ligam diretamente ao processador ou chipset através de trilhas PCIe. Aí a coisa foi de 25 vezes para até 70 vezes mais rapidez em comparação aos HDDs mais modernos.

Um sopro de vida em um mundo em que o armazenamento é o maior gargalo, onde sobra processamento e a memória pode ser auxiliada pelo armazenamento. Virou padrão. Chips pequenos, leves e rápidos. É só alegria.

E se passaram alguns anos.

Agora começaram os relatos. Meu computador não liga mais. Cadê meus dados.

Poucas pessoas tem backups, e muitas não tem ideia de como recuperar algo. E os SSDs tem um detalhe chamado Wearout. Em SSDs isso é o desgaste natural que ocorre porque cada célula de memória só pode ser apagada e regravada um número limitado de vezes antes de parar de funcionar. SSDs têm células reservadas que entram em ação para substituir as que param de funcionar, mas quando essas reservas acabam, o SSD pode ficar instável, mais lento ou até parar de funcionar.

E com os computadores contando com sistemas operacionais modernos que escrevem logs de tudo, sistemas de segurança como antivirus escrevendo bastante, mesmo parado seu computador está o tempo inteiro escrevendo no disco, desgastando estas células.

Desde que soube deste fato observo com cuidado meus sistemas com SSD. Uso o CrystalDiskInfo para isso. E deixo ele rodando para me avisar de eventuais problemas. O disco principal do meu servidor doméstico atingiu 25% de wearout (um quarto das células reservadas gastas) e foi substituído por segurança.

E você, já verificou o wearout do seu SSD hoje?

30 de jul. de 2024

Afterlife - 28 anos depois

 Lá pelos idos de 1996, 1997, eu ganhei de presente dois jogos que marcaram minha adolescência. Ambos rodavam no DOS, e ambos eram difíceis para caramba. O primeiro, Privateer 2 - The Darkening, estrelando nomes como Clive Owen e Cristopher Walken. O segundo, diretamente da LucasArts - Afterlife.

Não cheguei a jogar mais Privateer 2, primeiro por não ter mais um joystick, e segundo por ser um simulador longo.

Mas alguns anos atrás, eu mergulhei atrás do Afterlife. Eu lembro nitidamente do sofrimento de nunca ter ganho lucro nesse jogo quando era adolescente. Não cheguei nem perto de "terminar" ele. Então quando retornei ao jogo, quase 20 anos depois, resolvi que ia "terminar". E o fiz. Depois de MUITO esforço. Agora descobri que ele estava na Steam. E comprei.

O que antes me levou alguns dias, fiz em algumas horas. Lucro no jogo. Nenhum aviso. Agora eu ENTENDO os conceitos. Como era difícil quando eu era mais novo.

Isso é um atestado fantástico da maneira como nossa mente muda ao longo dos anos. Prá melhor.

Ainda faço um tutorial em Português!