Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

28 de fev. de 2006

Aptidões e trabalhos

Recentemente aconteceu o show do U2 no Brasil, infelizmente não pude comparecer, mas acompanhei o que a Globo não estragou do show e tentei ignorar os comentários idiotas do apresentador e curtir na TV mesmo. Mas, lá pelo meio do show, quando o Bono vestiu uma bandana em que se lia "Coexist" (com o "c" em forma de uma lua, simbolizando o Islamismo, o "x" uma Estrela de Davi e o "t" uma Cruz Cristã), depois foi até uma pequena bateria no palco e com toda vontade que se lia nos olhos dele começou a tocar uma batida forte anunciando a próxima música "Sunday, bloody Sunday", este poeta moderno botando os bofes prá fora, suando feito um condenado, batucando o início de uma música com uma mensagem completa sobre paz no mundo em sua testa, e em seguida usando todo o dom que recebeu cantando sobre os conflitos entre Protestantes e Católicos na Irlanda do Norte. Aquilo sinceramente me comoveu. O cara é multimilionário, famosíssimo, tem tudo. E ainda assim, se expõe, é um ativista confesso pela paz e por igualdade, canta com o coração o que compõe com uma mente aberta.

Bono nasceu com um DOM, uma aptidão, ele sabe cantar como ninguém, e compõe suas músicas, adiciona a elas mensagens que identificam, confortam, denunciam, protestam, divertem e além de tudo, VENDEM. Ele ganha a vida com seu talento, não se apóia, não derruba, não passa por cima, ele caminha neutro e no entanto ativo em meio ao caos do mundo cantando sobre tudo o que faz pessoas guerrearem, morrerem, matarem. Ele tem isso dentro dele, nada pode tirar, em "Walk on" ele diz "What you got, they can't steel it, no, they can't even feel it (...) What you got, they can't deny it, can't sell it, or buy it". Ele faz de seu dom sua vida. E vive com tudo que pode. Este homem deixou e continua deixando sua marca no mundo.

Existem milhares de pessoas no mundo com talentos especiais, essas pessoas cantam, dançam, escrevem, divulgam, curam, atuam, consertam, divertem. São milhões de talentos, de aptidões, pessoas que vivem seu dom e respiram aliviados ao final do dia por terem dado o melhor de si. Pessoas que amam o que fazem e não se imaginam fazendo outra coisa, e vivem muito bem com isso, sobra até tempo para fazer o resto.

Por outro lado, existem milhões de desiludidos, pessoas amargas, desgastadas por terem passado uma grande parte de suas vidas fazendo algo que odeiam para se sustentar e sem coragem para procurar realização, péssimos profissionais, atrás de mais e mais dinheiro, e menos esforço. Sem visão, sem perspectivas...

Eu tive sorte, dá para se dizer, pois desde o começo fiz o que gosto, e hoje vou trabalhar sorrindo e me estresso com o trabalho sabendo que sairei dali com vontade de continuar meus projetos e melhorar alguma coisa neste mundo. Eu sou bom no que faço e me esforço para me tornar melhor a cada dia. Nunca chegarei aos pés do Bono, mas estou no caminho certo.

Você está no caminho certo?

11 de jan. de 2006

Férias, jogos e metas

Depois do tempo de folga proporcionado pelo recesso (20 dias), eu começo a trabalhar novamente para ficar uma semana e entrar em férias. No recesso fico de sobreaviso, sempre esperando um chamado, nas minhas férias quero desligar o celular e aproveitar bastante. Como sempre, acabou acontecendo o que eu previa, quanto menos eu me preocupo e me esforço, mais as coisas tendem a se "ajeitar" de alguma forma. É quase como se o esforço para fazer as coisas darem certo faça elas darem errado. Na verdade eu acho que planejamos tanto, nos esforçamos demais e isso gera descontentamento quando tudo não sai como planejado. Enquanto isso, quem não planeja nada, tudo que vier de bom é lucro e nos deixa contentes.

Joguei muito no recesso, comprei jogos e comecei a jogar em rede, juntamos vários computadores em minha casa e vários amigos se enfrentaram em noites infindáveis de pura adrenalina e diversão. Joguei em LAN Houses, joguei em casa com gente do mundo todo. Sinceramente, esse universo virtual desestressa e proporciona muita diversão. É claro que nada substitui um filminho, uma saída, um ar livre, mas jogar é legal.

Depois de tomar banho de piscina, ir para sítios, levar pontos no joelho, fazer Lan paties e tomar umas cevas com os amigos e a namorada conversando bobagem, agora está na hora de se avivar, o ano letivo está chegando, mas eu penso nisso depois das férias do serviço.

Ontem estava conversando com um amigo meu que está fazendo o vestibular e cheguei a conclusão que o que falta na vida da maioria das pessoas é somente uma coisa. Metas. Falta um norte, um plano, um sonho, para impulsionar essas pessoas, falta planejar, se esforçar para colher os frutos depois, pensar um pouco no futuro e investir algum tempo nele para que se possa descansar depois com a tranquilidade do dever cumprido. Falta não pensar nas dificuldades, não pensar em quantos candidatos, quanta matéria cai no concurso, falta baixar a cabeça, setar uma meta e estudar sem se preocupar, ir preparado e com a certeza do dever cumprido, se passar, beleza, se não passar, dei meu máximo.

Sempre funciona.

16 de dez. de 2005

Windows

Em um mundo sem paredes ou cercas, quem precisa de janelas e portões?
In a world without walls or fences, who needs Windows and Gates?

Hah, adoro essa frase, acho que todo administrador de sistemas tem um pavor do sistema operacional da Micro$oft.

O Windows, desde sua versão 98, é instável, imprevisível e muito difícil de se lidar, o que torna ele pior ainda são os famigerados reboots. "Deu problema aqui!", resposta, "Reinicia!". Virou uma mania, ao primeiro sinal de problema o usuário desliga e religa a máquina, se tornou uma compulsão, e o pior de tudo. Funciona. Tenho servers Linux rodando há meses sem reiniciar, com o uso de memória controlado e sem ficar mais lento ao longo do tempo, um computador não foi feito para ser rebootado, isso foi uma coisa que o Windows trouxe e se popularizou. Claro, isso faz com que a maioria dos bugs e erros do sistema desapareçam, pois na verdade reboots fazem o micro voltar ao estado normal. Bem coisa do Bill.

Agora, o XP requer menos reboots, realmente, mas de que adianta? Um dia rodando e o desgraçado se perdeu no gerenciamento de memória e acabou a festa. Reinicia ele!
Mesmo meu desktop em casa, só reinicio quando quero trocar uma placa, ou trocar de tomada, reboots são para hardware. Instalou qualquer coisa, reinicia, um serviço parou, reinicia. Isso é chato, improdutivo e dá nos nervos. Além disso, tiraram do XP a única coisa que tornava o Windows administrável, o DOS!!! Agora, prá deletar um arquivo travado (mesmo que seja um Vírus), só com disco de boot. Isso contando que você tenha formatado em fat32, pois NTFS, aí se ferrou meu amigo.

Eu uso, sim, jogo nele, sim, fazer o quê, quando a coisa se torna popular fica difícil fugir, mas eu sempre digo, só porque uso, não quer dizer que tenho que gostar. Tenho que dar crédito a capacidade do Windows de esconder coisas do usuário, o que pode ser muito bom em termos de usuários normais, mas deixa o administrador do sistema louco. Todos os drivers, todos os esquemas, tudo ocupa espaço, o win3.1 cabia em alguns disquetes, o 95 também (mais disquetes), uns 80 megas, o 98 é cento e poucos megas, cabe em CD, o 98SE também cabe em CD, o XP foi prá casa dos Gigas, precisa de 1 e meio só prá instalar essa merda, agora, o Longhorn (ou Vista), esse se passou, 3,5 Gigas?! Por favor! Isso são todas as mp3 que tenho em disco. Outra coisa que afasta o pessoal e atrai para a M$ é o suporte, drivers, tudo se encontra, tudo se faz funcionar, tudo é criado pra essa merda de sistema, e assim, fica MUITO difícil fugir. Mas existem alternativas, uma hora dessas isso muda. O Linux está evoluindo rápido.


Era isso, tentem o Linux galera, é bem melhor, e vocês quem sabe até usem os neurônios ao invés de queimar eles de raiva quando tudo trava :)