Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

15 de mai. de 2007

O Papa e a Igreja

Por várias vezes toquei nesse assunto, religiões me fascinam, e apesar de não ser particularmente ligado a nenhuma crença religiosa, me sinto de certa forma apegado a algumas crenças que adquiri ao longo do tempo que podem ser chamadas "religiosas". Eu preferia chamar elas de "espirituais" para melhor esclarecer o sentido etéreo e indefinido das mesmas, por seria por vezes confundido com o "espiritismo", crença que desprezo profundamente (veja bem, eu desprezo a CRENÇA, de forma que ela nunca vai se aplicar a MIM, mas respeito quem aceita as teorias e ensinamentos dela).

De qualquer forma, o motivo de teclar um pouco sobre isto não poderia ser outro, senão a tão famosa visita do Papa ao Brasil. Lamentavelmente, está em todos os jornais, revistas, programas de TV e mídia em geral. O Papa é notícia! Caramba.

Vamo a algumas verdades. O Papa, apesar de obviamente bem instruído, deveras poderia ser chamado inteligente, não passa de um racista defendendo os interesses da "corporação" que hoje se chama Igreja Católica. A Santa Igreja é um conglomerado de glutões por poder, determinados a manter esta posição, e é a isso que se resume tal entidade.

Claro que ainda existem diversas entidades ligadas a Igreja que participam, coordenam e disseminam importantes atos de fé e de cuidado social, como algumas pastorais, ONGs , etc. Mas o fato é, o núcleo do poder e hierarquia da Igreja é corrupto, como os anteriores foram, e como sempre serão. São seres humanos, se alimentando da crença e dinheiro de outros, lutando por poder com as ferramentas que conhecem, nesse caso, a manipulação da fé.

Desde tempos remotos, quando era moda "comprar" um lugar no céu, as pessoas sempre tiveram na igreja um alívio para uma alma castigada pela culpa. A igreja oferecia alívio divino e orientação. Não se admira, já que os padres eram infinitamente melhor educados (e ainda são) que a maioria da população. Em troca, a fé move esta grande "empresa" através do famoso dízimo e de contribuições diversas, bem como de pilhagem, saque e ouro e dinheiro sujos com o sangue de inocentes vítimas das guerras "santas" travadas pela Igreja ao longo dos séculos. Se quiser saber mais, acesse este artigo.

O próprio Vaticano, sede da Igreja sob o governo do Papa tem suas origens devassas por vezes esquecidas. Criado pelo tratado de Latrão, cedido por um dos maiores ditadores da história mundial, Benito Mussolini, e assinado pelo Papa Pio XI, verifique este endereço. Confira ainda um pouco sobre a vida deste grande ditador aqui e note os termos do Tratado de Latrão.

A igreja trabalha assim, utilizando a fé para manipular as massas crentes e utilizar este poder para dobrar a política de forma a conseguir os efeitos desejados e manter o poder fluindo no seio do que seria a organização que representa Deus na terra.

Algumas considerações. Qual o motivo do celibato para os sacerdotes. A explicação oficial da igreja é para manter a pureza, a castidade é um véu de pureza recaindo sobre os representantes de Deus. Na verdade, isso garante muito mais. Garante que o patrimônio da Igreja nunca será dividido, nunca haverá herança, e a igreja acumula e incorpora quaisquer bens adquiridos por seus representantes.

Embora citem a Bíblia para dizer que os padres não devem casar. Eu, pessoalmente, discordo de qualquer coisa que interprete a Bíblia ao pé da letra. A Bíblia como a conhecemos não passa de um bem selecionado apanhado dos muitos textos antigos que falam da história judaica e de Jesus Cristo. Muitos dos evangelhos que não foram incorporados foram destruídos e os que restaram hoje são renegados, os apócrifos. Estes trazem informação muito mais condizente com a realidade histórica da época de sua escrita, mas trazem também muitas informações que contradizem a igreja, e poderiam diminuir seu poder.

A igreja avança enquanto luta para martirizar e subjugar as mulheres e qualquer liberdade que elas conquistem (basta notar que a igreja é fundamentalmente uma organização masculina), sendo contra o aborto, anti concepcionais e divórcio. Basicamente, eles querem uma mulher submissa, mãe, obediente e PRESA.

Para ter uma idéia do atual estado da Igreja, basta notar o acordo proposto pelo Papa ao presidente na sua visita, que inclui ensino obrigatório do catolicismo, isenções tributárias e fiscais e privilégios aos representantes da igreja. Ponto para o Lula, que chegou a ser chamado de "diabólico" por um padre depois de expressar sua opinião pessoal, e também a presidencial, sobre o aborto. O presidente, em um lapso de lucidez, disse manter o Brasil como estado laico, sábia decisão presidente. Agora falta ele não assinar nada na visita oficial ao Vaticano no fim do ano.

Caramba, acho que depois de publicar isso, não me caso mais na Igreja... Pelo menos não na católica... Já dizia o Iron Maiden em "For the Greater Good of God":







Are you a man of peace
Or man of holy war
Too many sides to you
Don't know wich anymore
So many full of life
But also filled with pain
Don't know just how many
Will live to breathe again

A life that's made to breathe
desctruction of defense
A mind thats vain corruption
Bad or good intent
A wolf in sheeps clothing
Or saintly or sinner
Or some that would believe
A holy war winner

They fire off many shols
and many parling blows
Their actions beyond a reasoning
Only god would know
And as he lies in heaven
Or it could be in hell
I feel he's somewhere here
Or looking from below
But I don't know, I don't know

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

More pain and misery in the history of mankind
Sometimes it seems more like
the blind leading the blind
It brings upon us more famine, death and war
You know religion has a lot to answer for

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

And as they search to find the bodies in the sand
They find its ashes that are
Scattered acros the land
And as their spirits seem to whistle in the wind
A shot is fired somewhere another war begins

And all becouse of it you'd think
That we would learn
But still the body count the city fires burn
Somewhere ther's someone dying
In a foreign land
Meanwhile the world is crying stupidity of man
Tell me why, tell me why

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

For the greater good of god

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

Please tell me now what life is
Please tell me now what love is
Well tell me now what war is
Again tell me what life is

For the greater good of god

He gave his life for us he fell upon the cross
To die for all of those who never mour his loss
It wasn't meant for us to feel the pain again
Tell my why, tell me why

Será vocè um homem da paz ou um homem da guerra santa?
Há muitos lados para se escolher
Não sei mais qual deles tomar
Tantas pessoas cheias de vida
Mas também cheios de dor
Não sei quantos irão viver para respirar novamente

Uma vida que foi feita para respirar
Destruição da defesa
Uma mente que se envaidece na corrupção
Boas ou más intenções
Um lobo em pele de cordeiro
Ou santo ou pecador
Ou alguém que acreditaria, um vencedor da guerra santa

Eles disparam tantos tiros e fazem tantos ataques
As atitudes deles estão além da compreensão
Apenas deus saberia
E enquanto ele se encontra no paraíso
Ou seria no inferno
Eu sinto que ele está aqui em algum lugar
Ou então está me olhando de baixo
Mas eu não sei, não sei

Por favor me diga agora o que é a vida
Por favor me diga agora o que é o amor
Ora, me diga agora o que é a guerra
Novamente me diga o que é a vida

Mais dor e miséria na história da humanidade
As vezes mais parece que o cego está guiando o cego
Isso nos impõe mais pestilencia, morte e guerra

Você sabe, a religião tem muito a que responder

Por favor me diga agora o que é a vida
Por favor me diga agora o que é o amor
Ora, me diga agora o que é a guerra
Novamente me diga o que é a vida

E enquanto eles procuram achar os corpos sob a areia
Eles encontram suas cinzas espalhadas pela terra
E enquanto seus espiritos parecem assobiar junto ao vento
Um tiro é disparado em algum lugar, outra guerra começa

E mesmo com tudo isso você pensou que nós iriamos aprender algo
Mas a contagem de corpos continua, a cidade está em chamas
Em algum lugar há alguem morrendo num terra estrangeira
Enquanto isso o mundo chora pelo estupidez do homem
Me diga porque, me diga porque...

Por favor me diga agora o que é a vida
Por favor me diga agora o que é o amor
Ora, me diga agora o que é a guerra
Novamente me diga o que é a vida

Pelo amor de Deus, Pelo amor de Deus,
Pelo amor de Deus, Pelo amor de Deus,

Por favor me diga agora o que é a vida
Por favor me diga agora o que é o amor
Ora, me diga agora o que é a guerra
Novamente me diga o que é a vida

Pelo amor de Deus, Pelo amor de Deus,
Pelo amor de Deus, Pelo amor de Deus,

Ele deu sua vida por nós, ele caiu perante a cruz
Para morrer por todos aqueles que nunca lamentaram sua perda
Não fomos destinados a sentirmos tal dor novamente
Me diga porque, me diga porque

25 de abr. de 2007

Jogos eletrônicos e violência

Algum tempo atrás escrevi um artigo sobre esse assunto para uma coluna antiga em um velho site. Mas como fui incapaz de achar este artigo, e levando em conta que a mídia como um todo, bem como o mundo, mudou de lá para cá, resolvi fazer uma reciclagem sobre o tema. Após muita leitura, eis que cheguei a conclusão que já mantinha sustentada anteriormente. Jogos eletrônicos violentos não induzem a violência, nem podem causar de forma linear a violência social, problema que assola nosso mundo.

Alguns pontos chaves levantados em minha pesquisa sugerem essa conclusão, passo agora a analisar cada um deles. Não pretendo com isso fechar completamente essa discussão, nem de forma alguma afirmar que meu conhecimento possa ser comparado ao de um psicólogo, psiquiatra ou qualquer forma de profissional que se dedica inteiramente a esse assunto ou seus relacionados. Estou escrevendo este pequeno texto como se eu fosse uma ponte. Uma ponte entre os adolescentes, que jogam tais jogos, e esses profissionais, que foram criados em diferentes épocas, diversas daquela do público que esta mídia (jogos eletrônicos) alcança. Eu sou da "geração do meio". Aquela que jogou quando criança, e joga agora, e no entanto está com a mente evoluída o suficiente para encarar criticamente tal assunto.

Primeiramente, vamos analisar exatamente o conceito de gerações. A geração "assolada pela terrível praga dos jogos eletrônicos violentos" está definindo seu futuro a cada instante. Nossas crianças e adolescentes simplesmente estão escrevendo sua própria história, enquanto que aqueles que criticam tais diversões eletrônicas geralmente passaram por uma geração que não se viu no meio dessa revolução da mídia. Como podem pessoas que nunca tiveram contato com esse meio analisar criticamente esta situação? Com podem saber os efeitos destes jogos na mente dos que os jogam se nunca foram expostos? Nem são capazes na verdade de analisar esta situação, pois reduzem os jogos ao que subjetivamente acham ser a "correta maneira de se aproveitar o tempo de uma criança" como cheguei a ler em um artigo. O futuro muda senhores, e com ele, comportamentos e paradigmas. Para analisar esta realidade, é necessário mais do que apenas estudos e opiniões individuais baseadas na realidade que se tem como padrão. É necessário imergir nesta realidade com imparcialidade e maleabilidade, abrir a mente. Então, considero tais noções, subjetivas e vazias, inúteis. Perdoem-me os psicólogos, psiquiatras, analistas, políticos, moralistas, mães e pais, protetores das crianças e adolescentes em geral, e seus afins. Sua opinião neste assunto é irrelevante.

Agora, outro aspecto. O conceito de violência. Violência está em todo lugar, faz parte, tanto da natureza humana como da cultura popular. Quer ter uma amostra de violência pura, estude história. Nosso passado foi escrito a ferro e fogo, e sangue. Um tapinha na bunda de seu filho pode ser considerado violência, assim como adentrar uma sala de aula com uma automática vitimando indiscriminadamente. O fato é que violência é muito mais uma "muleta" para descrever atos repulsivos aos olhos da maioria do que um conceito definido. Além disso, as fronteiras de significado de palavras e atos vivem mudando, mudam com a própria evolução da raça humana. Basta notar que cumprimento meus amigos hoje com um aperto de mão quase absurdamente forte, e que quanto maior o "estalo" proviniente do choque das mãos, maior o apreço tido com o indivíduo. Tome em conta que chamo jocosamente alguns de meus melhores amigos de "lixo", e nem por isso sou considerado menos por eles. Pelo contrário. Então, "mandar chumbo" em alguns dos meus melhores amigos virtualmente pela Internet seria o ultimato da violência, afinal, quando a mensagem "Você matou com um tiro na cabeça com a Colt 47 em uma distância de 47 metros", eu teria perdido a amizade... Ou no mínimo esperaria uma vingança, e isso não ocorre.

Agora chego no terceiro ponto. Até que ponto ambientes simulados podem afetar o desenvolvimento psíquico dos jovens e adultos? Em um brilhante texto, uma psicóloga explica que na verdade ambientes simulados trazem muito mais vantagens que desvantagens. As complicações aparecem quando o comportamento dos jogos é refletido na realidade. Ela atribui diretamente ao ambiente real da criança a capacidade ou não de ser influenciada por um ambiente simulado como jogos eletrônicos. A família e o círculo social são os "espelhos" de uma jovem mente. E se tais espelhos não fornecem de forma satisfatória um modelo, aí sim a criança PODE vir a externar atos do ambiente simulado na vida real. Isso aconteceria muito cedo na verdade, na formação da criança, ainda mais hoje em dia, quando tais jovens estão muito mais cedo expostos a todo tipo de informação do mundo adulto. Cito.

“A criança emocionalmente saudável brinca com o jogo por um tempo, mas logo se cansa. Os jogos não interferem na sua vida real nem nos seus compromissos com a família, com a escola e com os amiguinhos. Para estas crianças é apenas um jogo, que até pode estimular determinadas brincadeiras, mas nada além disso. Crianças que se tornam viciadas em jogos eletrônicos revelam que algo não vai bem com elas, pois são impacientes, ansiosas e buscam no jogo uma satisfação que não tem dentro de si mesmas” (Olga Tessari)


Então não é o JOGO o problema. Ele apenas revela que algo está errado com aquela pessoa. Isto me remete diretamente ao próximo ponto.

A indústria da mídia aposta pesado na violência. Ela está presente nos filmes, jogos, diversões em geral, esportes, notícias. O que chama a atenção vende, e o que vende é produzido, não temos como fugir disso. De algum tempo para cá, as formas de acesso ao entretenimento, bem como a faixa etária exposta ao mesmo mudaram. As crianças e jovens cada vez mais cedo tem acesso a tais mídias, pela Internet, TV, plataformas de entretenimento (vídeo-games), etc. A violência está em tudo, e nem sempre uma crítica acompanha ela, como uma lição de moral dos antigos contos de fadas nos quais a bruxa envenena a princesa, ou o lobo come a vovozinha. Na verdade, mesmo os mais infantis desenhos e séries possuem traços de violência. Tomo como exemplo "Tom e Jerry", em que pauladas e dor são mostrados sem parar. Mesmo o "Chaves", tão querido, apresenta espancamento de crianças e violência em vários aspectos. O fato é, não tem como fugir disso, nem como envolver os pequenos seres humanos em um escudo contra tais informações. De fato, isso teria na verdade um efeito destrutivo, pois isolaria e provocaria mais desilusão quando enfrentar a realidade fosse necessário.

Segundo o presidente da Abrinq, Sinésio Batista:

A arma de brinquedo não prejudica ninguém, pois a criança brinca com o imaginário, com o lúdico, sendo que a violência não faria parte desse contexto. Ninguém é bandido por isso. É só uma forma de extravasar a violência. Se alguém quer ser contra que seja contra os filmes com aquelas armas loucas que as crianças tanto gostam. Segundo pesquisa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), entrevistas feitas no antigo complexo penitenciário do Carandiru com os presos de maior periculosidade, nenhum afirmou brincar com armas de brinquedo quando criança. Mesmo assim, já faz anos que a Abrinq não fabrica mais esse tipo de brinquedo. “Nós tiramos de linha porque foi tanto problema na imprensa isso”.

Agora, continuando com uma citação da Olga (adorei essa mulher):

A psicóloga Olga Tessari corrobora a tese de que os jogos, em geral, têm essa função de descarregar as energias armazenadas, além de estimular o raciocínio, a criatividade, a atenção, a memória, a coordenação motora fina e a estratégia. “Antigamente as crianças brincavam entre si com lutas, espadas improvisadas, corridas, mocinho e bandido ao vivo, na rua com coleguinhas. Como hoje em dia o espaço para as brincadeiras com coleguinhas tem se limitado cada vez mais, a criança busca no jogo uma alternativa para estas brincadeiras e para ‘descarregar’ a sua energia típica”, opina.

Segundo a psicóloga, os jogos eletrônicos não levam o ser humano, independente de ser uma criança ou um adulto, a praticar um crime algum dia, o mesmo vale para aqueles que nunca jogaram, que podem, um dia, fazer algum ato que atente contra a humanidade. Isso porque, como ela destaca, trata-se de uma questão de valores éticos e morais formados pela família ou pelo meio no qual a pessoa está inserida.

“O que pode acontecer, com a prática indiscriminada dos jogos eletrônicos aliado ao sensacionalismo televisivo e à falta de valores da família, é a banalização da violência, pois as pessoas passariam a encará-la de uma forma comum, tornando-se menos sensíveis a situações que antes causavam indignação ou constrangimento. Mas, para que isto ocorra, é preciso que a criança esteja no seio de uma família onde os valores éticos e morais não sejam bem definidos ou o relacionamento familiar não seja coeso”, finaliza a psicóloga.
Por outro lado, me deparei com artigos ridículos, falando sobre "dessensibilização", sobre a origem dos jogos como sendo "a partir de treinamentos para soldados". Até estava ficando assustado com o artigo, até ler esse trecho:

Em minhas palestras contra TV, jogos eletrônicos e computadores na educação, muitas vezes me perguntam: se a influência da TV e dos jogos eletrônicos é tão maléfica por que não ocorrem muito mais casos de assassínios como, por exemplo, o da escola Columbine, da cidade de Littleton, que foi objeto de documentário cinematográfico? Nesse caso, os dois jovens assassinos e suicidas claramente prepararam-se treinando em jogos eletrônicos. Minha explicação é que a educação e uma resistência natural à agressividade ainda devem ser as responsáveis pela contenção do condicionamento feito pelos jogos violentos. Isto é, ainda bem que o ser humano tem uma relativa proteção contra ser violento; mas, certamente, a TV e os jogos produzem um aumento na agressividade, como já foi provado em experimentos cientificamente controlados.

Contra TV, jogos eletrônicos e computadores?! Minha nossa, e o artigo deste cara está na Internet, ele deve ser um hermitão. Está cientificamente comprovado o CONTRÁRIO. Que o ser humano, primitivamente e primordialmente, como todo animal, tem tendências violentas (vide primeiros parágrafos, história humana), e na verdade é a SOCIEDADE, a FAMÍLIA e os tão aclamados FREIOS INIBITÓRIOS que nos tornam capazes de refrear tais instintos, e não lutar por comida ou parceiros sexuais (apesar que se hoje em dia você sair em uma boate vai notar que basta um pouco de bebida para estes "freios" sumirem e o macharedo se atracar no laço por mulher). A violência sempre existiu e sempre vai existir, mil vezes "soltar" esse perigoso sentimento em um ambiente virtual até cansar, do que sair concretizando isto na realidade. Cito Disturbed (pela enésima vez) em uma música sobre a qual o vocalista e compositor comenta que acha mil vezes melhor, e necessário, que seus fãs venham aos shows, gritar como loucos e extravasar esta violência, do que sair se espancando.







LetraTradução

Bring the violence
It's significant
To the life
If you've ever known anyone
Bring the violence
It's significant
To the life
Can you feel it?

How do you sleep
When you live with your lies
Out of your mouth
Up from your mind
That kind of thinking
Starts a chain reaction
You are a time bomb ticking away
You need to release
What you're feeling inside
Let out the beast
That you're trying to hide
Step right up and be a part of the action
Get your game face on
Because it's time to play
You're pushing and fighting your way
You're ripping it up

How do you live without playing the game
Sit on the side and expect to keep sane
Step right up and be a part of the action
Come get a piece of it before it's too late
Take a look around
You can't deny what you see
Were living in a violent society
Well my brother let me show you a better way
Now get your game face on because it's time to play
You're pushing and fighting your way you're ripping it up

So tell me what am I supposed to be
Another godamn drone
Tell me what am I supposed to be
Should I leave it on the inside
Should I get ready to play

You're pushing and fighting your way
You're ripping it up

Traga a violência
É significante
Para a vida
Se você algum dia conhecer alguem
Traga a violencia
É significante
Para a vida
Vôce esta sentindo??

Como você pode dormir
Quando vive com as suas mentiras
Saindo da sua boca
Entrando na sua mente
Esse tipo de coisa
Gera uma reação em cadeia
Você é uma bomba relógio pronta
Você precisa soltar
o que esta sentindo
Deixe sair a besta
que você tenta esconder
De um passo a frente e faça parte da ação
Encarne seu personagem no jogo
pois é hora de jogar
Você esta resistindo, lutando do seu jeito
Você esta rasgando isto

Como você vive sem jogar o jogo
Sentado ao lado e esperando ficar bem
Venha e faça parte da ação
Pegue um pouco antes que seja tarde
Olhe em volta
Não pode negar o que vê
Vivemos em uma sociedade violenta
Mano, deixa te mostrar um jeito melhor
Encarne seu personagem pois esta na hora de jogar
Você esta resistindo, lutando do seu jeito, rasgando isto

Então me diga o que devo ser?
Outro maldito submisso?
Me diga o que devo ser?
Devo deixar isso tudo dentro de mim?
Ou ficar pronto para jogar?

Você está resistindo e lutando a sua maneira
Você está rasgando isso

Agora, o último aspecto. O que este tipo de jogo pode trazer de bom? Vou enumerar para não me perder:

  1. Melhora coordenação motora fina.
  2. Melhora a visão espacial, noção de espaço.
  3. Cria ligações sinápticas, melhora o raciocínio.
  4. Força o cérebro, ativando áreas que cuidam da lógica, estratégia e visão.
  5. Cria relações sociais (clãs, times, parcerias).
  6. É uma diversão segura.
  7. Estimula seguir regras e obedecer limites.
  8. Estimula a curiosidade.
  9. Permite explorar ambientes distantes, permite experiências diversas.
  10. Estimula o aprendizado, leitura, novas línguas.
Vou parar por aqui. Acho que provei meu ponto.

Alguém tá afim de jogar?

10 de abr. de 2007

Um sonhador realista

Sempre me considerei um cara sonhador, algumas vezes distante, outras até meio desconexo e viajante. Mas, mesmo tendo esse espírito livre e desbravador (no que se refere aos limites de pensamento e filosofia) sempre fui um cara realista. Acho que uma simples evolução de pensamento, ou mesmo uma jornada, que com o tempo aperfeiçoa o viajante é a explicação mais concreta para essa mudança. Não há nada de errado em se sonhar, o problema nem é viver o sonho, é viver uma ilusão.

Nossa mente é facilmente enganada por estímulos dos mais diversos, tais como sons, cheiros, imagens. Destes estímulos reunidos resulta algo ainda mais intoxicante, sentimentos. Esses sentimentos levam a uma percepção distorcida, uma confortante mistura de realidade e do que a nossa mente acredita ser real. Desse sentimento brotam outros, e numa sequência, acreditamos, e por vezes vivemos tal realidade alternativa. Tamanho é o poder dessa percepção diferenciada e equivocada, que podemos recusar a verdade, confrontar conceitos antes tidos como certos, abandonar amigos, família e crenças, tudo para suprir a necessidade de acreditar naquilo.

Alguns se vêem livres desta sina mais cedo, outros, como eu, levam mais tempo para aprender as lições. O fato é que a maioria das pessoas que chega realmente a se enquadrar no conceito fundamental de "adulto" já passou por essa fase. Mais decididos e realistas, fica mais fácil enfrentar o mundo com graça e atitudes, ao invés de revolta e desespero. Quando aprendemos a ficar frente a frente com a dura realidade, tirar sarro dela, e até mesmo vivê-la sem mentiras, o mundo se abre. Perdemos uma parte da inocência que nos mantia cativos, e passamos a ter consciência do que as outras pessoas pensam, e até que ponto o pensar delas pode nos influenciar.

Quando encontramos a realidade, aquela da qual muitos fogem, de que é difícil, não simples, de que é de lutas que se fazem as vitórias e de que conhecimento pode te salvar, tudo fica mais real, mais sólido, plausível, aceitável. Se vivemos num mundo de mentiras e ilusões, pode-se jogar fora uma vida, e todo o potencial que uma mente pode dar ao mundo. Um eterno sonhador não passa de um inútil social. Além disso, da ilusão vem o desespero. O desepero de perceber a realidade, seja por nós mesmos ou atingidos por ela como uma bala penetrando nossa alma. Deste desespero vem a depressão, o mal do século.

Não estou dizendo que não devemos sonhar. Apenas reitero que temos que viver a vida sob uma ótica mais realista, para nos mantermos vivos diante dos desafios que a dura e cruel realidade reserva. Devemos encarar as derrotas, fechar as feridas e manter as defesas sempre vivas. Se falhamos em fazer isso, as decepções tornam-se insuportáveis, as desilusões são dolorosas demais, e acabamos sendo derrotados por nossa própria incapacidade de nos levantar diante de uma queda.

Vejam bem, não devemos ficar distantes, frios, calculistas ou usar sarcasmo ao lidar com as coisas boas da vida como o amor, a amizade e a felicidade das coisas simples. Apenas digo para manter uma sustentação constante e um pé firme atrás para aguentar qualquer queda e poder levantar para curtir essas mesmas coisas novamente. Não ficar sentado esperando tudo se resolver, enquanto amarguramos uma queda, derrota, traição ou sentimento de culpa, dor emocional ou arrependimento é essencial para continuarmos vivendo.


O otimista diz que o copo está meio cheio
O pessimista diz que ele está meio vazio
O realista diz que está pela metade
O informata pergunta PORQUE DIABOS O COPO TEM QUE SER DUAS VEZES MAIOR DO QUE PRECISA!?