Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

17 de jun. de 2012

Perdendo as esperanças 2

Ontem começou uma discussão em uma das listas de email que eu faço parte. O tema: a Apple colocou em suas iCoisas (iOS 6) emoticons (aquelas carinhas usadas em mensagens, email, etc) com tema homossexual. Eu nem vi os emoticons, particularmente sempre digito eles, gosto do que o Gmail faz, convertendo automático com animação   :D   :)   :P   ;)   :(   ;_( ...

E aí entrou uma discussão que o Google deveria fazer o mesmo (incluir emoticons com tema homossexual no Android). Que BOBAGEM! Que BESTEIRA! O fato de alguém se dar o trabalho de implementar isso em si já é ridículo, agora querer discutir isso aí é insanidade! Emoticons em si já são bestas e somos perfeitamente capazes de nos comunicar sem eles, agora, discutir homossexualismo nos emoticons, isso é coisa de quem não tem o que fazer.

Não é preconceito, não é homofobia. A hipocrisia que reina em nossa sociedade atualmente faz com que todo mundo seja pró algumas coisas. Meio-ambiente, ninguém quer ficar do lado "politicamente incorreto". Homossexualismo, ninguém quer ficar do lado "do ódio" e "intolerância". O bullying é um dos "problemas falsos alarmados pela mídia" mais discutidos que eu já vi. E parece que tudo começou de 10 anos para cá! Vejam bem, não tenho nenhum problema com gays ou verdinhos (ambientalistas), psicólogos infantis e educadores. Enquanto todos tem TODO O DIREITO de ser como quiser, sem ninguém meter o bedelho, e de perder o seu tempo com o que bem entender desde que pague suas contas, eu também tenho o direito de achar ridículo discutir tolerância em UM SISTEMA OPERACIONAL DE SMARTPHONE.

Entre o bullying, mudanças climáticas, liberdade sexual e outros assuntos do momento, eu acabo achando que não se deveria discutir isso sem objetividade. E parece que estou sozinho...

16 de mai. de 2012

Perdendo as esperanças

Hoje como de costume fui ler as últimas notícias no Google News.

Mas o que eu li na parte de tecnologia me deixou perplexo, a notícia não é tão ruim, o problema foi o anúncio e a maneira pela qual ela veio. Hoje aprovaram uma nova lei sobre crimes cibernéticos, faltando apenas a anuência presidencial. A lei, um misto entre a Lei Azeredo (também chamado de AI5 Digital) e uma lei que tem como autor (entre outros) o deputador Paulo Teixeira, foi aprovada por unanimidade em uma sessão ridiculamente curta, mesmo o texto estando sujeito a inúmeras revisões.

Segundo um dos votantes, a Lei foi influenciada principalmente pelo episódio Carolina Dieckmann. Imaginem isso! Uma atriz global tem fotos indecentes suas publicadas na Internet e a Câmara aprova uma LEI POR CAUSA DISSO! Esse país está perdido, nunca seremos levados a sério enquanto isso continuar. Alguém lembra do episódio "Daniela Cicarelli"?

Agora cada nuvem cibernética que fizer a cagada de clicar em um link tosco em um email ridículo, preencher seus dados e/ou instalar um malware que permita acesso remoto ao seu computador pessoal estará protegida por uma lei! Que legal! Como diria o Caceta e Planeta: seus problemas se acabaram-se!

Antivírus? Firewall? Bom-senso? Prá quê? Temos a "Lei Carolina Dieckmann" para nos proteger dos cibercriminosos!

Seja uma atriz global ou o Zé Aruela da esquina que "formata PCs" para viver, todos precisam ter conhecimentos básicos se quiserem estar na Internet. Todo Internauta deveria fazer um teste, como a prova da Carteira de Motorista, sob pena de, usando uma ferramenta, colocar a si mesmo e outros em perigo. Vamos mais longe, se você já usou uma câmera digital, caixa eletrônico, dirige um carro (sim, tem um computador no seu carro, provavelmente), usa um telefone celular ou trabalha com um computador, você precisa saber o mínimo sobre como ele funciona. E não, não é pedir demais!

Mas qual o motivo? Para que você não fique vulnerável, nem sua família. E não estamos falando sobre fotos indecentes, estamos falando sobre informações pessoais, fotos normais, detalhes da rotina que podem levar a um sequestro, a dinheiro suado de sua conta bancária roubado, perigo para seus familiares e amigos.

O nosso problema é outro, mais viceral. Falta de educação! E esse PODE, de fato, ser resolvido com uma (ou várias) leis. Leis que destinem recursos de nossos suados (e ridicularmente altos) impostos para a educação.

14 de mai. de 2012

Fases e papéis

Hoje estava pensando sobre a existência em si. Tema muito filosófico, muitos pensadores gastaram anos elaborando teorias sobre isso, mas até hoje não existe uma unanimidade. Elaborei uma teoria, que embora seja minha (veio da minha cachola) pode já ter sido explorada por outro, mas não pesquisei sobre isso, se estiver plagiando alguém, juro, honestamente, não foi minha intenção.

Nós passamos por fases na vida. Essa verdade nos persegue durante toda a existência e se manifesta o tempo todo. Evoluímos sempre. Vejam bem, não confundam mudança com evolução. Embora uma geralmente acompanhe a outra, a minha teoria "ninguém muda" continua válida. Evoluímos acompanhando a situação, e embora essa situação possa durar o resto de nossas vidas e o efeito também seja duradouro, se a situação se invertesse e o ambiente fosse propício voltaríamos inexoravelmente a ser o que éramos, ou nunca deixamos de ser, na verdade.

Muitos tentaram demonstrar estas fases, usando tempo, desenvolvimento corporal e mental, situação e ambiente. No entanto, para mim, o que define nossas fases são os papéis que desempenhamos ao longo da vida. Desde o início da nossa existência, somos significativos simplesmente por existirmos. Nem que seja para desviar a luz que incide sobre nós, todos temos um papel no universo e nossa existência repercute como pedras jogadas nas águas calmas de um lago.

A primeira e mais óbvia fase, e que geralmente se aplica aos humanos, é a fase em que nosso papel é de filhos. Até uma certa idade, é tudo que temos que fazer, ser filhos. Ë uma experiência muito intensa, os primeiros anos de vida nos ensinam praticamente tudo que define nossa personalidade. Depois dessa fase, nosso papel geralmente é de estudantes. Notem que estou detalhando as fases baseado na minha própria experiência, e nem todo mundo passa por isso. Alguns sofrem mais, com fases mais complicadas, outros nunca deixam uma fase e outros pulam fases, que depois fazem falta... Enfim, como estudante, você não é mais "apenas" um filho, tem direitos, mas também tem deveres. Essa fase pode ser intercalada, e geralmente tomamos outros papéis na jornada, muitas vezes secundários ou transitórios, e capazes até de atrapalhar o nosso papel principal (por exemplo, namorado, festeiro, jogador).

O importante é nunca deixar de ter certeza de nosso papel, definir as prioridades do que somos e agir de acordo com a importância.

Se seu papel é de estudante, não deixe seu papel de festeiro com os amigos atrapalhar sua verdadeira missão e objetivo. Embora ambos sejam importantes no seu crescimento, não se deve abdicar de um papel principal por um secundário e transitório. Se seu papel é de trabalhador e provedor, não deixe seu papel de esposo ficar no esquecimento, mas não deixe seu papel de festeiro impedir de desempenhar suas tarefas, tanto profissionais como familiares. Prioridades, são essenciais.

Eu vejo todo dia gente perdida, sem objetivo na vida, cheios de ansiedade e falta de prioridades. É um desperdício um adulto sem objetivos, quase tanto quanto uma criança sem guias. Uma vida desperdiçada no que se acha importante, e no entanto, não é. A ânsia de se "viver" sem saber exatamente o que fazer, e a noção de "tempo perdido". Todo tempo é perdido, no sentido que não volta. Se você "perde" tempo em um relacionamento, ou "perde" tempo em uma festa, o sentido é o mesmo, é um tempo que não volta, nenhum tempo volta, nunca, mas se arrepender é ridículo, pois antes de mais nada, é inútil, e além disso, é frustrante. Nunca seja um frustrado. Aproveite ao máximo sua vida, seja qual fase esteja. Seja um bom irmão, pai, amigo ou blogger. Mas nunca deixe um papel secundário ser mais importante que o principal. Ao meu ver, o principal papel que qualquer homem pode ter é ser pai, e esse papel acompanha o vivente por toda sua existência, e nada é mais importante que isso. Um dia chego lá.

Não viva com ansiedade, embora tenhamos apenas uma vida, ela sempre vale a pena ser vivida, nem que seja assistindo reprises na TV ou criando a vacina para a mais terrível doença. Todos temos nosso chamado, nosso papel principal. Antes de mais nada, ache o seu. Esposo, filho, pai, profissional ou amigo. Desepenhe seus papéis. Crie a única coisa indelével, permanente e eterna enquanto dure: lembranças.