Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

19 de set. de 2005

Verdade

Hoje, falarei um pouco sobre "verdade". O que é verdade? Difícil definir não é? A verdade é algo em que acreditamos, sem sombra de dúvida, uma informação sobre eventos, pessoas e coisas na qual confiamos como sendo real e tomamos como certo, como "verdadeiro".

Mas a verdade é um conceito muito complexo, uma verdade para mim pode não ser uma verdade para você. Um grande exemplo são os dogmas. Um dogma é uma verdade indiscutível, alguém acredita cegamente em um evento ou fato e não admite que provas em contrário sejam produzidas. Assim, um dogma é uma verdade muito pessoal. Agora notem, já falei em pelo menos dois tipos de verdade, a verdade pessoal, e a verdade grupal, pois um dogma geralmente é compartilhado entre grupos de pessoas. Mas então, "verdade", sendo um conceito muito pessoal, não é verdade! Contraditório não!? Vejamos um exemplo, na idade média, se você corresse nu na floresta seria considerado um bruxo, hoje em dia, no máximo um maluco beleza sem mais o que fazer. Na idade média te queimariam vivo, hoje em dia no máximo ia passar a noite na cadeia por atentado ao pudor. A verdade muda, toma forma, se adeqüa ao espaço-tempo que a rodeia, e a mentalidade das pessoas que pensam as verdades.

Mas notem que o conceito de verdade, algo ser verdadeiro, é algo utópico, inexistente, mas pode ser definido. A verdade é algo em que todos acreditam, que não tenha prova em contrário, que seja admitido por todos como real e confiável. Para alguns fatos isso pode ser aplicado, se eu cair um tombo e ralar o joelho, a verdade é que eu caí um tombo e ralei o joelho, nada mais, nada menos, isso é verdade, e ninguém pode negar o contrário. Infelizmente, esse tipo de verdade, a verdade consensual, não é o tipo predominante. As discussões, brigas em torno de verdades não são raras e podem até ser consideradas normais. O problema é quando essas verdades geram guerras, mortes, tudo justificado. A Guerra Santa da igreja Católica, a Segunda Guerra Mundial, o lançamento da primeira bomba atômica, tudo justificado por ideais, verdades que custaram as vidas de milhares de pessoas.

A verdade está aí, ao seu redor, a verdade é que todos deveríamos deixar as verdades alheias em paz e nos concentrar em nossas vidas, aceitando, compreendendo, ou mesmo ignorando as verdades pessoais que nos rodeiam, chegaríamos a tão sonhada paz.

A verdade é que já escrevi demais sobre isso. Deixo este texto para que você o tome por verdade. Ou não. Mas entendo sua opinião, posso não aceitá-la, mas entendo.

O despertar de um GeeK

Hoje falarei um pouco sobre o despertar de um Geek para a Informática em si. A maioria dos Geeks desperta para o mundo da informática como uma criança nasce, confusa, com medo e espanto. O mundo que se abre na frente de um monitor de computador é fascinante, merece respeito, informação trafega em forma de sinais eletrônicos a velocidades que o pensamento humano nem cogitava a poucas décadas atrás.

O Geek, ser curioso por natureza, geralmente adentra esse mundo de maneira desastrosa, mas todo Geek que se preza rapidamente aprende que os Leiame.txt, Readme.txt, Readme.1st, Help.hlp, Help.html, Help.txt, etc, são tudo que ele precisa para usar um software. Muitos usuários chamam um técnico apenas para ver ele procurar na Ajuda do programa a solução do problema. Os programas hoje em dia tem uma extensa e completa documentação, produto dos projetos em UML (Universal Markup Language) e da Engenharia de Software. Em resumo, se você tiver uma noção básica de sistema de arquivos, souber inglês e for curioso, a tecla F1 se tornará sua melhor amiga e você subirá rapidamente os degrais que separam os usuários comuns dos que entendem alguma coisa de computador.

Em pouco tempo, os helps não serão mais novidade para você, e você achará problemas, ou por necessidade ou por curiosidade, que não são tão fáceis de serem resolvidos, e procurará novas fontes de informação. Nessa jornada, coisas curiosas acontecerão que acabarão treinando você o suficiente para não se apertar ao lidar com qualquer computador, depois das noções básicas de DOS, Windows e UNIX, você já pode se considerar melhor que a maioria absoluta dos win users que não sabem lidar com um computador sem interface gráfica. As revistas e livros sobre os programas que você usa ou os componentes do seu computador lhe parecerão não mais algo distante, e em pouco tempo você estará dentro do universo de jargão utilizado na informática atual. A essa altura você provavelmente já abriu seu computador com cuidado, sem remover nada, verificou todo o interior e está morrendo de curiosidade. Um curso de montagem e manutenção e você se torna um semi-deus no mundo da informática. Logo cabos flat e de fonte, RJ45, chipsets e memórias se tornarão parte de sua vida e talvez, como eu, você utilize um pente de 2Mb de RAM EDO como chaveiro (Geeks também tem estilo). Assim, você promoverá sua primeira conexão em rede, ou sua primeira lan party, ou mesmo a sua primeira troca de informações de HD para HD em um amigo.

Logo, um Geek estará transformando seu PC em uma máquina com personalidade forte e sistemas de segurança, frescuras pessoais, atalhos imcompreensíveis e uma organização de arquivos que só o dono entende. A essa altura, reinstalar o sistema operacional é tarefa rotineira e seu computador não para mais com a capa de proteção do gabinete. Alguma placa ou periférico estraga e em pouco tempo você vai em um amigo e conserta o computador dele também. Parabéns, agora você está mais perto da elite.

O mais incrível dessa jornada é que provavelmente seu PC já está velho e lento para os padrões atuais, no entanto, ele funciona tão bem que você já esqueceu como é reinstalar o Windows. Perder suas configurações pessoais seria um desastre e você seria capaz de mover céus e terra para não perder suas músicas e documentos. Apostilas residem no seu PC permanentemente e com certeza alguma linguagem de programação chamou sua atenção. O detalhe é que até agora, você pode ter feito cursos idiotas, nada aprofundado, mas sabe mais do que a maioria. Você é um Geek. A Internet se mostra um ambiente agradável, e se você não evoluiu ainda muitos vírus, worms, trojans e etc se instalarão na sua máquina. Em pouco tempo você descobre que aquelas promessas de "hacker" instantâneo eram falsas, e que o verdadeiro hacker busca conhecimento, e sua busca inicia. As madrugadas passam rápido e os dias se arrastam. A escola é um saco e mal pode esperar para passar da meia noite e conectar. Se for sortudo possui ADSL e sua base de dados mental cresce a cada dia. Em pouco tempo, surfar a web ganha um novo significado e você se pergunta porque ainda sai de casa para fazer qualquer coisa que não seja festa ou namorar. Como Mentor disse "Os sinais correm pela rede telefônica como heroína nas veias de um viciado". Você agora sabe como funciona a web, entende seus códigos e manhas, odeia o Windows, ainda o usa, mas odeia. Sonha em não depender mais desse sistema e tem o Linux instalado em outra partição. Já conserta computadores para outras pessoas e descobriu que pode ganhar dinheiro com isso. Sonha com um emprego nessa área.

Agora os caminhos se dividem, ou você descobre outras ocupações e nota que não tem mais tempo de brincar de PC, ou você abraça isso e se torna um informata.

Abra sua mente, você só precisa de duas coisas para se tornar mais do que uma ovelha, gado a ser abatido por mentes mais brilhantes na Internet: Curiosidade e vontade.

O Amor e a Bateria do Celular

"Quem inventou o amor, me explica por favor..."
Renato Russo

O amor é algo tão complexo, uma palavra que na verdade representa uma gama tão variada de sentimentos que foi preciso sintetizá-la em um pequeno conjunto de 4 letras que podem ter (dependendo da ocasião) significado poderoso, tanto para o bem como para o mal. O amor na verdade é a tentativa humana de explicar a atração físico-química emocional de um ser para outro, isso pode ser traduzido na forma de amor materno, de casamento, de namoro. Neste pequeno texto vou me ater a forma mais "padronizada" que é o amor entre namorados (seria pretensão minha falar sobre qualquer outro), um sentimento forte existente entre 2 pessoas de sexos opostos que não possuem laços permanentes, mas dividem o fato de terem um ao outro como companhia certa e (em termos) duradoura e dedicada.

Mas com certeza você está pensando: "Onde entra a bateria de celular nisso tudo?". Bom, na verdade é bem simples, analisando de um ponto de vista técnico, veremos que os padrões da carga da bateria de celular e da força do amor estão diretamente ligados... Como? Simples... Como o amor começa? Ele é forte, irracional, indestrutível, precisa ser regado, se ver todo dia, se ligar, se beijar, CARREGAR por muito tempo dessa maneira, formando um laço forte entre duas pessoas. A bateria de celular, ao ser comprada (pode ser comparado ao ato de conhecer o "amor da nossa vida") tem que ser carregada durante um certo período (longo) de tempo para que atinja sua máxima performance, e o amor nesse período metafórico (não de 24 horas como da bateria) também tem que ser carregado ao máximo, provavelmente nesse período se registra o amor mais forte que nunca.

Agora, o tempo passa, deixar a droga da bateria carregando por períodos longos é inviável, a gente esquece, tem que sair correndo e levar o celular, a gente pluga ela um tempinho e sai correndo. O namoro esfria depois de um tempo (isso é um padrão repetido e é por isso que faço alusão a isso aqui), os namorados se vêem menos, se pegam menos, se carregam menos, em pouco tempo, temos uma bateria viciada, e um namoro decadente. Alguns talvez não concordem, realmente, existem exceções, baterias especiais que não viciam tão fácil, algumas viciam mais rápido, outras com menos facilidade, algumas na primeira carga interrompida, algumas aguentam mais tempo (isso não lembra os diferentes tipos de namoradas e namorados?) mas isso só confirma a teoria.

Aí chega uma hora em que o namoro (e a bateria) morrem, ou simplesmente não servem mais ao seu propósito, ambos, o amor e a bateria, não aguentam mais nem uma ligação telefônica (olha, que coincidência). A solução normal para a bateria é... Lixo, mas vejam o detalhe, até mesmo na hora de ir pro saco a droga da bateria merece cuidados especiais, deve ser jogada fora num lugar apropriado, da forma certa, por conter compostos químicos altamente prejudiciais (no entanto tem gente que fica anos com a mesma e não se "intoxica", isso foi um trocadilho), o amor também, o rompimento é difícil, você lembra todas as ligações telefônicas, o calor no ouvido (oops, essa é a bateria), os carinhos, os momentos juntos. Mas, como não serve mais mesmo, joga fora igual.
Mas eu digo pessoal, baseado na informação não oficial de um amigo que trabalha em Santa Maria com celulares, existe OUTRA OPÇÃO! Entre quem trabalha com baterias, todos sabem, se você deixar a bateria por alguns meses, totalmente descarregada, ela vola ao seu "status quo ante", estado original, permitindo novamente o quê? A recarga de 24 horas, e voltando a prestar seu serviço. Estranho isso não? Dar um tempo, é assim que se fala né... Você dá um tempo, e durante esse tempo, mal usa o celular (mal sai de noite), quando sai, é sempre igual, chato, e numa hora dessas, numa festa, você encontra sua "bateria antiga", está lá, sozinha, esperando, e como na primeira vez, o coração gela e a garganta trava, você toma coragem e descobre que não era o único, e num beijo, a carga total volta novamente, esse tempo (com o namoro) pode ser meses, dias, horas... Segundos...