Comportamento, ciência, tecnologia, direito, política, religião, cinema e televisão, alguma controvérsia, algum bom senso, e um pouquinho de besteira, para dar um gostinho...

16 de jan. de 2011

Android e Tron no primeiro post de 2011

Recentemente troquei de celular. Como qualquer um que tenha um mínimo interesse em smartphones, eu sei que o iPhone é lixo, que o Symbian está morrendo, e que outros sistemas operacionais não tem a base de usuários necessária para ser bom de verdade. Optei naturalmente pelo Android.

Muitos aparelhos, muitas configurações e muitos preços, resolvi ficar no melhor custo x benefício e comprei um SE Xperia X10 Mini Pro.

Em poucas palavras. É linux. Me senti muito a vontade com o sistema, ele é muito inteligente e muito bem construído, roda rápido e tem uma gama de softwares muito grande. Como todo linux, é personalizável ao extremo, ainda mais se você possui completo controle do sistema com o superusuário ROOT. Mas fazer root tira a garantia, é "ilegal", etc. Pois com o root, você pode praticamente tudo (que não depender de uma barreira de encriptação, como o bootloader), inclusive burlar os sistemas de pagamento de aplicativos, compartilhar aplicativos pagos, e até danificar o smartphone.

É realmente uma pena que alguns users fiquem "de fora" pois outros não querem pagar 0,99 dólar por um aplicativo.

Mudando de assunto, hoje revi o Tron original, de 1982, quando eu tinha um ano de idade. Vou resumir também. Walt Disney. Basta ter um pouco de empatia pela tecnologia da época para achar o filme muito legal. Coisas que não vemos hoje em dia em filmes, como relações de amizade de verdade, o bem e o mal bem definidos, final de fato feliz. É bonito ver isso de vez em quando. Espero que não estraguem a história com o Tron Legacy, que estou indo ver no cinema amanhã. Depois da decepção completa com O Último Mestre do Ar, que foi uma das poucas vezes que eu me levantei e fui embora do cinema antes do meio do filme, fico preocupado.

24 de dez. de 2010

BitTorrent, banda e gráfico

Algum tempo atrás, publiquei um post exaltando o BitTorrent, e algum tempo antes, o meu roteador sem fio. Contei meu drama tentando fazer com que meu roteador não travasse e reiniciasse com a demanda do BT, e como a Linksys fez bobagem transformando um ótimo roteador num pedaço de lixo sem fio.

Feito o flashback, voltamos ao presente. Algumas pessoas ainda duvidam do poder do QoS e dos roteador da Linksys WRT54G (ver. 1, 2, 3, 4, L e TM). Claro que nada vai te salvar se a banda de entrada estiver atolada, mas protocolos e prioridades podem deixar a net navegável mesmo com 80% da banda ocupada.

Tenham em mente que isso também é uma briga com a operadora de telefonia, no caso do monopólio em minha cidade, da Oi (antiga BrasilTelecom), que corta conexões, desacelera e tenta de tudo para dar banda para seus clientes corporativos, que pagam 5 ou 6 vezes o que pagamos pela mesma banda. Enquanto isso, nós, usuários domésticos experientes, sofremos.

Entre truques como expire_early (fazer com que conexões inativas sejam descartadas de tempos em tempos), trocar as portas de comunicação a cada 1 hora automaticamente, implementar controle de tráfego de entrada e saída e monitorar a banda, vamos levando. E acreditem, esses truques funcionam. As pessoas que compraram roteadores de mim realmente acham que usam a web, com downloads HTTP e FTP em sites de compartilhamento tendo que esperar para serem "atendidos". Usar um roteador é escrever isso em uma interface HTTP com o Gmail aberto e o BT rodando a toda, e conseguir isso:


Se você entendeu o gráfico, sabe do que estou falando!

2 de dez. de 2010

Media Players

Sou usuário convicto do SMPlayer. Um player baseado no mplayer do Linux, que na minha modesta opinião é um dos melhores media players do mercado. Toca literalmente tudo, sem precisar da confusão de codecs gerada pela maioria dos players baseados em DirectX. Outro player que se destaca é o VLC, Video Lan. Muito bom player, também não é baseado em codecs DirectX, e esse modelo standalone é bom para gente que como eu não quer poluir o sistema com codecs desnecessários.

No mundo dos codecs, existem algumas opções, a primeira, que nem deveria ser uma opção, é o próprio Windows Media Player. Infelizmente, os atalhos do teclado são praticamente inexistentes por esse player se basear em comandos multimídia. O problema é quando se quer voltar um pouco apenas, ou avançar pouco também. Mesmo colocar e tirar da tela cheia exige uma combinação mística do teclado (ALT+ENTER). No SMPlayer tudo que se tecla é "F".

Outro software desse estilo é o MPC (Media Player Classic), um media player com um skin parecido com o antigo WMP do Windows 98, rápido, fácil de usar e bem configurável.

Existe também o BSPlayer. Eu não sou de difamar softwares, mas farei uma exceção. Um amigo me convenceu a testar o BSPlayer. Para começar, ele não respeita o DPI do Windows. Lixo. Na minha tela de 32 polegadas rodando a 1920x1080, o BSPlayer virou um "pontinho" na tela. OK, não tão pequeno, mas muito pequeno para se ler. Acabei não me acostumando com os comandos de teclado e a constante necessidade de acessar menus para fazer configurações, prefiro teclas de atalho. Resolvi que tinha sofrido o suficiente e desinstalei o dito-cujo. Má idéia, a desinstalação "meio" falhou, tentei reinstalar e desinstalar, apenas para não conseguir. Resultado: meu registro cheio de réstias, meus CDs de áudio marcados como reproduzíveis por aquela porcaria que nem mais existia no meu disco. Confusão. Num ato de fúria resolvi ir no registro e apagar tudo que continha "BSPlayer". Resolveu.

Resumo da história, se você procura por um ótimo player, standalone, que não use codecs compartilhados nos cantos do sistema e milhares de entradas no registro, que não deixe réstias depois da instalação e seja extremamente fácil e compatível: http://smplayer.berlios.de/ fica a dica